Com aumento da taxa de desemprego, menor disponibilidade de renda e alta de juros o consumo das famílias deve interromper um ciclo de expansão que durou 11 anos e registrar a primeira queda desde 2003. Ao quadro soma-se o fato de que boa parte da alta mais recente do consumo ocorreu no âmbito de um ciclo de bens duráveis que parece ter chegado ao fim. Considerando as estimativas para o ano passado, que ainda não tem dados oficiais divulgados, a alta média da demanda das famílias no PIB entre 2004 e 2014 foi de 4,3% ao ano ¬ acima, portanto, da expansão média de 3,4% do PIB em igual período. Para 2015, projeção de especialistas para a demanda privada fica entre queda de 0,1% e baixa de 0,3%, enquanto o PIB deve recuar em torno de 1%.
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