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‘Consultas’ com Doutor Google e IA podem resultar em alucinações e colocar a saúde em risco

Ilustração gerada pelo ChatGPT sobre o tema da reportagem — Foto: ChatGPT

Buscar no “Doutor Google” ou perguntar a uma ferramenta de inteligência artificial o que pode estar por trás de um sintoma físico se tornou um hábito comum — mas nem sempre inofensivo.

Médicos e pesquisadores alertam que essa prática, embora pareça conveniente, pode gerar diagnósticos erradosatrasar tratamentos importantes e até desencadear crises de ansiedade, especialmente em quem já é mais vulnerável emocionalmente.

Um estudo realizado pelo Instituto de Tecnologia de Illinois, nos Estados Unidos, mostra que ferramentas como o ChatGPT podem produzir respostas imprecisas ou sem base científica — o que os especialistas chamam de “alucinações”. Este é apenas um dos riscos no uso descontextualizado da tecnologia no campo da saúde.

Abaixo, nesta reportagem, o g1 ouviu profissionais de saúde para entender os riscos desse comportamento e reunir orientações essenciais sobre como fazer buscas seguras na internet. Antes dos detalhes, veja um resumo com as dicas em 10 pontos:

  1. Não faça autodiagnóstico pela internet: Mesmo que pareça prático, buscar a causa de um sintoma no Google ou na IA pode levar a conclusões erradas e prejudiciais.
  2. Não confie cegamente nas respostas da IA: Ferramentas como o ChatGPT constroem respostas com base em padrões de linguagem e podem apresentar alucinações — ou seja, inventar informações sem base científica.
  3. O Google também pode induzir ao erro: Os resultados variam muito e vão desde causas inofensivas até doenças graves. Isso pode provocar tanto descuido quanto pânico desnecessário.
  4. Diagnóstico envolve julgamento clínico — e isso a IA não tem: Ferramentas digitais não substituem o olhar médico, o exame físico e a escuta qualificada, que envolvem relação humana e interpretação contextual.
  5. A internet pode ser gatilho para crises de ansiedade: Pessoas com transtornos de ansiedade podem ser especialmente afetadas ao buscar explicações para um determinado sintoma, somatizando sintomas ou desenvolvendo novos por sugestão mental.
  6. O risco de subestimar ou superestimar sintomas é real: Uma IA pode dizer que algo é simples quando é grave — ou vice-versa. Em ambos os casos, a saúde do paciente pode ser comprometida.
  7. Use a internet com responsabilidade e senso crítico: A consulta a fontes confiáveis pode ajudar a compreender diagnósticos ou tratamentos após a avaliação médica, nunca como substituição.
  8. Médicos também usam IA — mas com base científica: Profissionais podem empregar ferramentas para ler artigos ou apoiar decisões, mas sempre com respaldo técnico e experiência clínica.
  9. Discuta o que encontrar online com seu médico: Caso encontre algo relevante em sua pesquisa, leve à consulta. O debate pode ser produtivo — desde que haja confiança no profissional.
  10. Busque sempre fontes oficiais e confiáveis: Para minimizar o risco de desinformação, acesse apenas sites médicos reconhecidos, institutos de pesquisa e órgãos públicos de saúde.

Fonte: G1
Ponto de Vista

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