CONEXÃO EXPRESSO ORIENTE – Mário Roberto Melo

O Primeiro Ministro de Israel, Naftali Bennett, anunciou ontem (29), que não será candidato nas próximas eleições. A dissolução do parlamento ocorrerá hoje (30), após a votação dos parlamentares.

O fim do governo de Bennett se concretiza num breve espaço de tempo. Ele será substituído pelo Ministro das Relações Exteriores, Yard Lapid, que fica no cargo até que as novas eleições de outubro determinem um novo Primeiro Ministro.

O governo Bennett teve início em junho de 2021, após Lapid juntar-se a sua chapa e formar a coalizão com oito partidos de diferentes espectros políticos do país. Foi desta maneira que pela primeira vez o partido de árabes-israelenses participou de um governo. Foi a partir dessa coalização que conseguiram parar o governo de doze anos ininterruptos de Benjamin Netanyahu no poder.

A frágil aliança contava apenas com o número necessário para formar a maioria, isto é, sessenta e uma cadeiras do parlamento, entre os 120 parlamentares que fazem parte do parlamento israelense. E após exatos um ano, um dos integrantes da coalizão se retirou, o que tirou a maioria do governo.

Por se tratar de um governo parlamentarista, o Primeiro Ministro só governa se tiver maioria no parlamento, com a perda do sessenta e um membros que formavam esta maioria do governo, novas eleições foram chamadas.

Rumores surgiram de que o chefe da oposição, o ex-primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, tentou atrair os deputados para formar um governo alternativo e com isso retomar ao seu antigo posto de premier, sem passar por eleições. Como isso não foi conseguido, Naftali Bennett honrou sua palavra em dividir seu governo com Yair Lapid e, embora ainda tivesse seis meses a frente do cargo, o então Primeiro Ministro, resolveu entregar a função de líder do Estado judeu a Lapid, a partir de hoje.

Agora, o grande problema em Israel será tomar as decisões, já que nenhum projeto poderá ser votado, sem a definição de um líder do parlamento e o novo coronavírus retornou em grande velocidade. Aqui em Israel, chegamos a doze mil casos diários da doença. Além disso, muitas greves tanto na educação, quanto nos transportes estão acontecendo no país. Isso sem falar da grande inflação que assola o país.

 

 

 

 

Mário Roberto Melo – Correspondente do Blog Ponto de Vista, em Tel Aviv, Israel

As opiniões contidas nos artigos são de responsabilidade dos colaboradores
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