CONEXÃO EXPRESSO ORIENTE – Mário Roberto Melo

O Boieng 737-800 da empresa ucraniana que caiu, nessa quarta-feira (8), no Irã, com 176 pessoas a bordo parece que realmente foi derrubado. A declaração do governo da Ucrânia por meio de sua embaixada no Irã, em que afirmava que a causa da tragédia foi uma falha no motor, por razões técnicas, versão está reafirmada pelo Irã já foi cancelada. Ainda é muito cedo para divulgar qualquer relatório final sobre a causa da queda da aeronave, mas ontem as autoridades norte-americanas e canadenses, passaram a afirmar que o avião foi atingido por um míssil iraniano, possivelmente por engano, inclusive mostrando vídeos que comprovam a afirmativa. O Irã por sua vez diz que a afirmação não tem lógica e diz que é cientificamente impossível que um míssil tenha atingido o avião ucraniano, pois a aeronave tentou retornar ao aeroporto, mas a hipótese de que o avião havia sido abatido surgiu nas redes sociais, logo após a notícia de sua queda em forma de rumores, a hipótese se tornou oficial quando informações de áudios da inteligência foram divulgadas na mídia americana. Segundo a rede de TV dos EUA, CBS News, fontes no setor de inteligência americano apontaram que satélites dos EUA detectaram dois lançamentos de mísseis pouco antes de o avião ucraniano explodir. O jornal The New York Times publicou um vídeo em seu site que mostra um míssil atravessando o céu de Teerã e depois explodindo ao tocar em um avião. Dez segundos depois, é possível ouvir o barulho de uma explosão desde o solo. O avião continua voando em chamas. De acordo com a revista Newsweek, a aeronave ucraniana pode ter sido atingida por um sistema de mísseis terra-ar Tor M-1, construído na Rússia, conhecido como Gauntlet pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). E o abatimento pode ter sido acidental, pois na aeronave tinha 81 iranianos e nenhum americano. Como a poucas horas antes o Irã tinha atacado bases americanas no Iraque, o sistema antiaéreo do Irã, provavelmente estava ativo após seus ataques. E para concluir, um analista de segurança da aviação Todd Curtis, ouvido pela BBC, a aeronave “estava muito fragmentada (no solo), o que significa que houve um impacto intenso no solo ou algo aconteceu no céu”, pois havia marcas de estilhaços do avião. De toda forma, a Ucrânia afirmou que o míssil é uma das quatro hipóteses consideradas no momento, as outras são a colisão do avião no ar por um drone ou algum objeto voador; a explosão de algum equipamento por problemas técnicos; ou um ataque terrorista dentro da aeronave. Esta última hipótese é a menos provável, já que os buracos no corpo do avião são de fora para dentro, se fosse o caso, os buracos seriam no sentido contrário.

 

 

Mário Roberto Melo – (Correspondente do Blog Ponto de Vista, em Tel Aviv, Israel)

 

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