Uma descoberta arqueológica aconteceu na cidade alemã de Colônia. No ano passado, em meio à construção de um centro comunitário da Igreja Protestante, eles encontraram ruínas de um grande prédio romano. Mas somente nesta semana, após meses de pesquisas, escavações e consultas a outros colegas, eles conseguiram revelar ao público a sua função: trata-se da mais antiga biblioteca do país e do único prédio romano com essa finalidade já descoberto no norte europeu. O formato do prédio tem semelhanças com bibliotecas antigas, especialmente a de Celsus, no atual território da Turquia. As paredes internas são divididas em intervalos regulares em nichos de 1,8 metro de largura e 80 centímetros de profundidade. Eram neles que os pergaminhos seriam guardados. A administração da cidade sabia da existência das fundações de um grande prédio romano naquela área desde o século 19, mas a sua localização exata era desconhecida. Mesmo com as novas escavações, os arqueólogos não reconheceram de imediato a função do prédio. Só com a planta completa e acesso livre a área é que puderam entender a sua finalidade. Como se sabe Colônia foi fundada pelos romanos nas redondezas do Rio Reno em 50 d.C, sendo uma das mais antigas cidades da Alemanha. Os governadores imperiais de Roma residiram no local, que se tornou um dos mais importantes centros de comércios e produção do Império Romano ao norte dos Alpes. No entanto, as obras para a construção do centro comunitário vão continuar, mas um acordo entre autoridades locais e os proprietários da área garantiu que cerca de 70% das estruturas ficarão no local e serão abertas ao público. As ruínas jogaram uma luz sobre a história do desenvolvimento do centro de Colônia até o século cincode acordo com o arqueólogo Dirk Schmitz, responsável por escavações arqueológicas em Colônia pelo Museu Romano-Germânico, órgão da cidade que fica na Renânia do Norte-Vestfália, na Alemanha. Agora, os especialistas precisam estabelecer as relações entre esse prédio e outros edifícios romanos na cidade. “Nossa tarefa é reconstruir o passado da forma como era, então precisamos de todas as informações que tivermos. A biblioteca é uma parte disso, mas só uma parte. Temos que ver o todo.”, disse o pesquisador.

 

Mário Roberto Melo – (Correspondente do Blog Ponto de Vista, em Tel Aviv, Israel)

 

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