A pedido do Brasil, Israel pena em expandir a cooperação em material de ciência e tecnologia com os brasileiros, incluindo a possibilidade de tecnologia de defesa. Os dois países estão nos últimos passos de negociação de um acordo de segurança, mas desta vez, Israel quer garantias de que eventuais ganhos tecnológicos brasileiros, como armas e equipamentos militares não vá parar na mão de países inimigos do Estado de Israel. O país judeu deseja ainda um apoio político mais claro por parte do Brasil, em âmbitos multilaterais. O titular da pasta de ciência e tecnologia, Ofir Akunis, este no Brasil na última semana, por sinal, foi também a primeira visita oficial do ministro ao país. Em Brasília, Akunis assinou, juntamente como o ministro da Ciência e Tecnologia do Brasil, Gilberto Kassab, o que diz ser o primeiro acordo bilateral de ciência, tecnologia e inovação e a meta será ampliar o trabalho conjunto em áreas como tecnologia limpa, água, espaço e satélite. Ofir Akunis esteve acompanhado do diretor de relações exteriores da agência espacial israelense, Leo Vinovezky e juntos visitaram a Embraer, o instituto nacional de pesquisas espaciais e o centro nacional de monitoramento e alerta de desastres naturais do parque tecnológico em São José dos Campos, São Paulo. O Brasil vem crescendo na importação de armas perante Israel e hoje já ocupa o 5º posto de maior importador de armas israelenses. Akunis disse ainda que a cooperação em tecnologia de defesa já existe, mas que se quer muito mais e como Israel se encontra entre os dez maiores países em matéria de tecnologia espacial de satélite, há muita coisa que interessa ao Brasil. A questão de transferência de tecnologia é algo muito delicado e no passado foram encontradas armas israelenses vendidas ao Brasil no Iêmen, país árabe sob embargo de armamento da ONU, desta forma, Israel não quer vender armas aos brasileiros e que o Brasil as vendas a um país inimigo, caso este do Irã, porque seria muito perigoso para Israel. O ministro da ciência e tecnologia israelense disse que vê um novo momento entre as relações entre Brasil e Israel, após a mudança de governo, tudo indica que no mês de junho, o Primeiro Ministro Israelense, Benjamin Netanyahu, faça uma visita oficial ao Brasil. A partir deste novo e bom relacionamento bilateral, espera-se que o Brasil não fique contrário as questões de Israel na ONU, inclusive no que diz respeito a mudança da embaixada de Tel Aviv para Jerusalém, reconhecendo a Cidade Santa como capital do país judeu.

(Mário Roberto Melo – Correspondente do Blog Ponto de Vista, em Tel Aviv, Israel)

 

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