Na madrugada desta sexta-feira (07) o presidente norte-americano, Donald Trump, foi a maior estrela no céu dos rebeldes no céu da Síria. Ele ordenou um ataque a uma base militar da Síria, ao que tudo indica, de onde saíram os aviões de Bashar al-Assad para atacar seus opositores com armas químicas, próximo a Idlib. E foi assim que os EUA lançaram 59 mísseis Tomahawk contra a base aérea, o que mostra uma mudança significativa na ação americana na região. Até então, os Estados Unidos vinham atacando apenas o Estado Islâmico e agora atingiram deliberadamente uma área de Assad. Tudo isso aconteceu por volta das 4h40 da madrugada (horário local da Síria). O porta-voz do Pentágono, Jeff Davis, disse que os mísseis foram lançados dos destróieres USS Porter e USS Ross contra “aeronaves, abrigos de aviões, áreas de armazenamento de combustível, logística e munição, sistema de defesa aérea e radares”. O Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), de oposição a Assad, informou que a base síria bombardeada foi “quase” totalmente destruída e quatro soldados morreram no ataque. Trump informou que a Rússia, bem como Israel, sabiam do plano e que não se tratava de uma intervenção constante para derrubar Assad, ou seja, isto foi só uma retaliação. “Pedi a todas as nações civilizadas que se unissem a nós, buscando acabar com o massacre e o derramamento de sangue na Síria. Anos de tentativas anteriores de mudar o comportamento de Assad falharam, e falharam muito dramaticamente. É de vital interesse da segurança nacional dos EUA prevenir e deter o uso de armas químicas mortais”, afirmou Donald Trump. O interessante é que o ataque ocorreu após um jantar do líder norte-americano com presidente chinês, Xi Jinping, na Flórida. O teor da reunião: discutir e definir o lançamento de mísseis a Coreia do Norte, dando a entender que se a China não tomar a iniciativa para controlar a situação naquela região, Trump já mostrou que não tem medo de interferir. Pelo lado russo, os assessores militares disseram que o papel do Kremilin na votação do Conselho de Segurança da ONU, na proposta do Reino Unido, França e EUA, seria exigir uma investigação completa do caso para chegar a uma conclusão. A Rússia rejeitou a ação militar norte-americana, taxando de inaceitável. Os opositores ao regime de Assad, elogiaram a medida de Trump e inclusive pediram para que não seja um ato isolado, mas sim um começo da derrubada do líder sírio.

(Mario Roberto Melo – Correspondente do Blog Ponto de Vista, em Tel Aviv)

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