Embora o clima em Moscou seja de tensão, face ao atentado que ocorreu em São Petesburgo, hoje a preocupação maior é em decorrência do que aconteceu na Síria, onde os rebeldes e opositores do governo de Assad Bashar al-Assad foram atacados por armas químicas. Segundo as informações, aviões teriam atacado o lugarejo de Khan Sheikhoun, que fica apenas 50km de Idlib, no início da manhã dessa terça-feira (04). Uma grande explosão foi ouvida às 6h30 do horário local e embora as testemunhas não tenham sentido o cheiro de nada, as pessoas já estavam no chão, sem conseguir se mover, com as pupilas contraídas e muitas delas com espumas na boca. As pessoas que não morreram e foram submetidas ao tratamento apresentavam sintomas que incluíam desmaios, vômito, bem como espuma na boca. Em seguida, para piorar a catástrofe, o hospital em que as vítimas estavam foi atacado por um míssil gerando mais pânico e dificuldades ao socorro. A procedência dos mísseis não está clara, mas o comitê da coordenação local, que faz oposição ao governo, disse que o avião alvejaram diversas clínicas. Até o momento também, não se sabe qual a substância química usada, alguns especialistas acreditam que tenha sido usado gás sarin, que é altamente tóxico e vinte vez mais letal que o cianureto. Caso tenha sido o gás sarin, é a segunda vez que tal arma química é usada, em 2013 o gás foi usado e matou centenas de pessoas. Assad negou as acusações, culpando os rebeldes, mas em seguida concordou em destruir o arsenal químico da Síria. Até o momento não houve um pronunciamento oficial do governo sírio, mas segundo uma fonte militar que se pronunciou na Reuters, disse que o governo sírio não usa, nem nunca usou armas químicas contra a população. Os rebeldes estão indignados com o ocidente, já que se omitem contra os problemas sírios. Não foi assim que o presidente francês, François Hollande se comportou, também o ministro das relações exteriores do Reino Unido, Bori Johnson, este disse que Assad seria considerado culpado de crimes de guerra, caso seu governo fosse julgado responsável. O Reino Unido e a França pediram uma reunião de emergência no Conselho de Segurança das Nações Unidas. E por último, o presidente norte-americano, Donald Trump, responsabilizou Assad e condenou o que chamou de “ações abomináveis” do regime sírio. Aguarda-se agora a posição do governo russo em relação a este triste episódio, para que fique claro se foi crime de guerra cometido pelos sírios ou se foi pelos russos.

 

(Mario Roberto Melo – Correspondente do Blog Ponto de Vista, em Tel Aviv)

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