O principal foco da guerra na Síria parece que está chegando ao fim, uma vez que os rebeldes sírios afirmaram que a Rússia e a Turquia assinaram um acordo para evacuar os insurgentes, bem como, civis presos do Leste de Aleppo. A saída da população civil, dos doentes e dos feridos será feita em primeiro lugar, de acordo com o porta-voz dos rebeldes sírios. Enfatiso também que os combatentes poderam abandonar também a cidade com suas armas e o exército sírio ainda não confirmou o acordo, embora um representante russo tenha dito que tal acordo já tenha sido alcançado. As Nações Unidas alertaram também nessa terça-feira (14) sobre um trágico desfecho da batalha final em Aleppo, após as denúncias de crime de guerra cometidas pelo exército em seu avanço contra os insurgentes, com isso, milhares de partidários do presidente Bashar al Saad saíram as ruas em Aleppo durante a madrugada dessa terça-feira, para comemorar a vitória sobre os rebeldes, antes mesmo que tenha sido consumada. Pelo que se pode ver de Aleppo nada restou da cidade e o coordenador da ajuda humanitária síria da ONU, Jan Egeland, foi o mais direto possível no Twitter quando disse que: “os governos da Rússia e da Síria são os responsáveis pelas atrocidades que algumas milícias vitoriosas estão cometendo agora”. Egeland disse ainda que as pessoas estão sendo executadas nas ruas quando tentam fugir e por fim ele afirmou que a ONU exige um cessar-fogo imediato dos combatentes para poder realizar as avaliações médicas, que por sinal não pode transportar cerca de 500 doentes e feridos do Leste que precisam de assitência urgente há quase uma semana. A situação é tão grave que até mesmo a cruz vermelha que sempre se comporta com o tradicional silêncio, dessa vez veio implorar que todos façam o possível para proteger os civis, cujas as vidas estão em perigo e estes não tem aonde ir. Nessa contundente invocação do direito internacional humanitário ante o período em que ocorra uma hecatombe no ataque final a rebelião, o Comitê Internacional se ofereceu nas últimas horas para supervisionar um acordo que proteja os civis.     

(Mario Roberto Melo – Correspondente do Blog Ponto de Vista, em Tel Aviv)

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