A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), entidade que representa o varejo brasileiro e administra o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), considera importante o corte de despesas orçamentárias divulgadas ontem pelo Governo Federal, mas avalia como “disparate” a proposta de retorno da Contribuição Provisória para Movimentação Financeira (CPMF).
Embora seja preciso a aprovação no Congresso, para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, a volta da CPMF potencializa a carga tributária e diminui a competitividade da produção interna. “A classe média já carrega mais um grande fardo tributário. É um grande retrocesso para o país. Além disso, a alíquota de 0,2% pode agravar ainda mais o quadro inflacionário”, afirma.
“Acredito que o retorno da CPMF não será aprovada porque mexe com custos em toda cadeia produtiva. O cenário político está complicado e temos um governo extremamente desgastado. A tentativa de equilibrar as contas pública é válida, mas muita coisa ainda precisa ainda ser alinhada”, conclui Pinheiro.
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