O comércio varejista considerou “prudente” o veto dado pelo Governo Federal à proposta que aumenta o limite de crédito consignado de 30% para 40% sobre renda do trabalhador brasileiro. Apesar de sancionada na sexta-feira (22), a Lei 13.126 recebeu vetos parciais nos trechos que concediam o aumento do teto do consignado, o que gerou elogios da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), entidade que agrega aproximadamente 500 mil empresários em todo o país.
O presidente da CNDL, Honório Pinheiro, considera uma vitória para a economia brasileira – sobretudo para o setor varejista -, tendo em vista os efeitos nocivos gerados pelos recentes aumentos da inadimplência do consumidor. “Para o comércio, pior do que não vender é vender e não receber. De março para abril deste ano, o número de inadimplentes no país cresceu 2,83%, o que equivale a 600 mil novos consumidores com contas atrasadas. Neste momento, esse tipo de proposta não colabora para um consumo sustentável da economia”, explica o presidente.
Honório Pinheiro ainda pondera que a falta de educação financeira, muito presente na vida dos brasileiros, poderia até ocasionar a inadimplência de outras linhas de crédito disponíveis no país, já que as prestações do consignado são retidas diretamente do salário, o que compromete o orçamento do consumidor.
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