Depois do desmoronamento de uma falésia na praia de Pipa, em novembro de 2020, que matou três pessoas da mesma família, vários órgãos se uniram para monitorar as áreas de falésias no Rio Grande do Norte. O helicóptero Potiguar 1, da Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social (Sesed), equipado com LaserScan e drones, sobrevoou as áreas de falésias no litoral Sul do Rio Grande do Norte neste fim de semana.
O escaneamento será utilizado para identificar as áreas monitoradas pelo projeto “Diagnóstico de risco de desmoronamento das falésias Pipa e Barra de Tabatinga – RN”, coordenado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), por meio do professor Rodrigo de Freitas Amorim, do Departamento de Geografia, desenvolvido em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR).
A preocupação do governo é maior especialmente com a segurança da população e turistas que frequentam as praias dos municípios de Parnamirim, Nísia Floresta, Tibau do Sul e Baía Formosa, cuja paisagem se caracteriza principalmente pelas falésias.
“Esse estudo está sendo desenvolvido é um monitoramento que vai diagnosticar a situação das falésias e deverá propor medidas de mitigação dos riscos eventualmente presentes, e também soluções para os problemas. É um programa completo, estamos tendo reuniões, como tivemos quarta-feira (18) em Baía formosa, e teremos em outras praias”, comentou o coordenador da Defesa Civil do RN, tenente-coronel Marcos Carvalho.
A força-tarefa envolvida no monitoramento tem representantes da Defesa Civil Estadual, Corpo de Bombeiros Militar do RN, Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema), Secretaria de Estado da Segurança e Defesa Social (Sesed), Ministério Público Federal (MPF), prefeituras de Tibau do Sul e de Nísia Floresta, além da UFRN e do MDR, através da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec/MDR).
O projeto “Diagnóstico de risco de desmoronamento das falésias Pipa e Barra de Tabatinga – RN” conta ainda com a participação de professores de Geologia da UFRN, do Instituto Federal da Bahia (IFBA), do Departamento Nacional de Obras contra a Seca (DNOCS), da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA). O projeto é financiado pelo Ministério do Desenvolvimento Regional.
O trabalho é uma forma de buscar resposta ao acidente que ocorreu em Pipa no ano de 2020. As atividades iniciaram em março de 2021 e vão ser finalizadas em março de 2022.
“Estamos realizando um diagnóstico em que identificaremos as áreas com maiores riscos e apontaremos as soluções para a redução de riscos para a população, sobretudo na Pipa e na Barra de Tabatinga. Todos os meses, estamos em campo coletando dados sobre parâmetros de ondas, escaneamento utilizando laser, imageamento do solo usando escâner de geofísica”, destacou o professor Rodrigo de Freitas Amorim.
Fonte: G1RN
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