CINQUENTA MIL! –
Passamos quase duas semanas viajando entre São Paulo e Curitiba. Fomos eu, mamãe e Flavinho. Nós tentamos associar tudo o que cada um queria fazer, conhecer, revisitar e comer. O último quesito foi um dos meus preferidos.
Aconteceu neste período um jogo no Morumbi. São Paulo e Palmeiras! Este era um dos passeios desejados. Assistir a um jogão desses? Mas, mamãe não curtiu a ideia e nós nos dividimos: Flavinho foi ao jogo, com direito ao metrô, gritos das torcidas e vendo as delícias das comidas de rua. Enquanto isso, eu e mamãe fazíamos um passeio pela Avenida Paulista, parando para olhar vitrines, nos assustando com os usuários de drogas em plena luz do dia e curtindo a experiência de batermos papos leves, cheios de risadas.
Para voltarmos ao hotel pedimos um Uber e, querendo acompanhar o trajeto, fiquei com o celular na mão, quando fui repreendida pelo motorista:
Guardei o celular e engatamos na conversa:
Duas realidades me atingiram como um soco no estômago. Flavinho ia ao estádio com mais 50 mil torcedores.
Um estádio lotado para assistir ao clássico.
Um estádio de sonhos, de risadas, de alegria.
Mas, ao nosso redor, invisível e incômodo, havia outro estádio.
Um estádio de fome e frio, de incertezas e amarguras.
Um estádio de dor e falta de esperança.
Um estádio sem paz, sem amor, sem perspectivas.
Aquilo martelava em meus ouvidos, pensando no frio noturno e nas diferenças no mundo.
O motorista continuou falando e eu quase não o escutava.
Só pensava em como minha lista de lugares e desejos parecia fútil diante de tantas dores.
Bárbara Seabra – Cirurgiã-dentista e Escritora
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