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Cidade instala placas com alerta de piranhas em rio no interior do RN

Placas foram instaladas pela prefeitura de Assu para alertar a população sobre a presença de piranhas no rio que banha a cidade do Oeste do Rio Grande do Norte. Pelo menos três ataques foram registrados na região desde o fim de dezembro.

O nome já apontava a presença dos peixes no manancial: Rio Piranhas-Açu. Segundo a Defesa Civil do município, os incidentes ocorrem durante o período de reprodução da espécie, quando as piranhas apresentam comportamento defensivo para proteger seus ninhos.

O órgão orientou a população a evitar áreas com vegetação, não levar alimentos para o rio, bem como não descartar restos de comida no local.

As placas recomendam que as pessoas evitem entrar na água.

Pelo menos uma mulher ficou ferida após um ataque de piranhas ocorrido no dia 5 de janeiro em um trecho do rio na cidade de Alto do Rodrigues.

O hospital Maternidade Maria Rodrigues de Melo confirmou que a banhista deu entrada na unidade, levada por amigos, e apresentava ferimentos leves nos pés e nos dedos dos pés. Ela foi liberada após atendimento.

No dia 28 de dezembro passado, pelo menos dois banhistas ficaram feridos após ataques de piranha no rio Piranhas-Açu, nas proximidades da ponte Felipe Guerra, em Assú.

Na oportunidade, a prefeitura de Assú informou não ter sido notificada do caso.

Outros casos semelhantes também ocorreram na região em anos anteriores. Em janeiro de 2024, pelo menos seis ataques de piranhas foram registrados em trechos do rio.

Ocorrências aumentam neste período, explica especialista

Segundo o biólogo Rodrigo Costa Goldbaum, o professor do Departamento de Biociências da Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa), as ocorrências são comuns nessa época por causa do período reprodutivo das espécies.

“As piranhas, em especial, têm um comportamento reprodutivo de criar ninhos, onde elas colocam os seus ovos. E, assim como várias outras espécies, as piranhas também cuidam dos seus filhotes”, explicou.

“E, por cuidar do seu ninho, nesse comportamento territorialista, algumas pessoas se aproximam, sem saber desses locais, obviamente, e acabam sendo atacadas”, completou o professor.

 

De acordo com o especialista, os ninhos são feitos principalmente nas marginais dos rios e açudes em locais com mais estruturas como vegetação. Os rios da região contam comtrês espécies de piranhas nativas, segundo ele.

Fonte: G1RN
Ponto de Vista

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