Adauto José de Carvalho Filho

Há algum tempo, lá pelos idos da segunda guerra mundial, o Primeiro Ministro Francês Charlles De Gaulle chocava o país com a célebre frase: o Brasil não é um país sério. Não sei qual foi à reação das autoridades de então, mas a história é dinâmica e hoje nós perfilamos entre nações como a França, Inglaterra, Alemanha. A geografia econômica está mudando o mapa mundi. Uma resposta tardia, é verdade, de que o país é sério e pede passagem e os ingleses que se cuidem senão trocarão a gaita de fole pela cuíca ou pelo tamborim e sambarão na passarela do ranking das grandes nações, se quiserem permanecer na “turma”.

Recentemente, um fulaninho com nome de remédio chamado Valcke, um dos representantes da FIFA, uma instituição não tão virtuosa segundo os noticiários em diversas ocasiões, aproveitando os holofotes da Copa do Mundo de 2014, estarrece a nação dizendo que o Brasil merece um chute no traseiro. E ainda dizem que Brasileiro é mal educado. Um imbecil, metido a besta, que vive sob a sombra da FIFA, que, acredito, nem de futebol entende, se acha no direito de manchar a honra de um país que o recebeu como recebe a todos, com urbanidade e brasilidade.

O governo reagiu, de forma branda, mas reagiu e o dito cujo pediu desculpas formais, o que para muitos basta para apagar a nódoa que ficou. Em sua programada visita ao Brasil para acompanhar as obras necessárias para a realização da Copa do Mundo de Futebol, levou um chute no traseiro dado pelo Senado Federal, que se negou a recebê-lo. O ideal teria sido uma pedalada de Robinho, mas foi pedagógico. Parabéns ao nosso Senado. Um país tem que se dar o respeito e não pode ser ridicularizado por falsas personalidades, que se arvoram de uma autoridade que não tem, para emitirem opiniões que não lhe dizem respeito.

É devolver-lhe o tratamento que merece e negar-lhe os holofotes que pretendia usar. Que ele venha, afinal somos um povo de paz, mas sem nenhuma credencial ou recepção oficial. A decisão de não mais aceitá-lo como interlocutor deve prevalecer. Um país não pode se submeter aos humores de qualquer fulaninho que, por se achar do primeiro mundo e ocupar um lugar em uma instituição desportiva, sem qualquer conhecimento sobre a soberania de um País, trocar as mãos pelos pés e ficar por isso mesmo.

O tal fulaninho foi tão infeliz que criticou logo o país do futebol. Os campeonatos europeus tem o atual brilho devido às estrelas brasileiras. São tantas que o Valcke não soube contar, preferiu a baixaria e a falta de educação.  É a prova de que nem de futebol ele entende. Ademais, o problema das obras necessárias a realização da Copa do Mundo é um problema do governo brasileiro. A soberania é um dos fundamentos da nossa Constituição, então, o que o rapazinho com nome de remédio vem fazer aqui. Acho que imbecil como demonstrou ser, deveria se preocupar com a Europa e a crise que a avassala e poupar suas forças para brevemente levar um chute no traseiro, não do Brasil, mas da história. Esse sim dói e dói muito.

Como todo brasileiro eu sou de pacífico, mas colocou o país ou a mãe no meio da confusão, sobram chutes no traseiro para todos os lados. Mas falar desse assunto me muito irrita e irrita a garganta. Vou a farmácia comprar pastilhas Valck, perdão, pastilhas Valda e esperar com serenidade que, em 2014, nos gramados e com a bola nos pés, a seleção brasileira retribua, com muitos gols e o título mundial, os chutes no traseiro que pessoas com esse tal Valcke merece. Por enquanto, quanto mais longe ele se manter melhor, afinal, ele também tem traseiro…

E bons batedores de “falta” e bundões não nos falta, agora temos um bundão do primeiro mundo prontinho para ser chutado… falta coragem dos responsáveis por fazê-lo. Se não tiver ninguém, mandem o civilizado para Pernanbuco que o time do IBIS está pronto para chutar e, quem sabe, conhecer um gostinho de vitória pela primeira vez.

Algum tempo depois…

A FIFA protagoniza o maior escândalo no mundo do futebol. Será que a autoridade com que se investiu o tal Valcke tem alguma relação com os escândalos?

Acho que não.

Não!

Sei lá. Diante do escândalo do petrolão que se arrasta por meses e até aqui alguns dizem que pagou propina e a quem e o quem insiste em dizer que não sabe de nada e tudo fica como antes no quartel de Abrantes, de que valeria saber se o Brasil vendeu ou não o título. Pense numa idéia estranha. No mínimo vinte e duas pessoas concordaram e ninguém vazou nada? Lamento ter sido de sete, mas, talvez, foi para justificar o preço da transação.

Adauto José de Carvalho Filho, ARFB aposentado, Pedagogo, contador, Bacharel em Direito, Escritor e Poeta

 

Ponto de Vista

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