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Cesta básica sobe 6,18% em Natal, 7ª maior alta entre as capitais brasileiras

Valor médio da cesta básica subiu 6,18% em Natal no mês de maio — Foto: Divulgação

A cesta básica ficou 6,18% mais cara em Natal no mês de maio, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (11) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O conjunto de alimentos básicos passou a custar R$ 710,79, ante R$ 669,39 registrados em abril. No acumulado de 2026, a alta chega a 19,03%. Em comparação com maio do ano passado, o aumento foi de 10,20%. Com isso, Natal registrou a 7ª maior alta mensal entre as 27 capitais pesquisadas.

O maior aumento foi observado em Recife (8,05%), seguida por Florianópolis (7,81%) e Fortaleza (7,48%), Porto Alegre (7,24%), Maceió (6,68%), João Pessoa (6,22%), Curitiba (5,91%) e Aracaju (5,39%).

Entre os 12 produtos que compõem a cesta básica, seis tiveram aumento de preço em maio:

Produtos que mais subiram

Item Variação (abril x maio) Variação (12 meses)
Tomate 23,83% 57,62%
Feijão 9,25% 29,63%
Manteiga 5,90% 2,28%
Leite 5,22% 5,22%
Carne 4,76% 6,64%
Arroz 2,53% -28,57%
Total 6,18% 10,20%

Segundo o Dieese, a alta do tomate ocorreu em praticamente todo o país devido à redução da oferta causada pelo clima frio e por problemas com pragas em algumas regiões produtoras.

No caso da carne bovina, a elevação dos preços foi influenciada pela demanda externa aquecida e pela oferta mais restrita de animais prontos para abate.

Cinco itens apresentaram queda nos preços em Natal:

Produtos que ficaram mais baratos

Item Variação (abril x maio) Variação (12 meses)
Banana -4,77% -1,56%
Açúcar -2,61% -16,93%
Farinha -1,06% -8,76%
Café -0,49% -12,47%
Pão -0,20% 4,08%
Óleo 0% 0,11%

Impacto no orçamento

Segundo o levantamento, um trabalhador de Natal remunerado pelo salário mínimo precisou trabalhar 96 horas e 28 minutos para comprar a cesta básica em maio. No mês anterior, eram necessárias 90 horas e 51 minutos.

Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto da Previdência Social, a compra dos alimentos básicos consumiu 47,4% da renda do trabalhador natalense. Em abril, esse percentual era de 44,64%.

O Dieese também calculou que o salário mínimo necessário para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.999,44 em maio, valor equivalente a 4,93 vezes o piso nacional de R$ 1.621.

Fonte: G1RN

Ponto de Vista

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