Categories: Blog

Castro diz a Moraes que operação com 121 mortos seguiu regras e usou violência ‘proporcional’

O governo do Rio de Janeiro enviou nesta segunda-feira (3) ao Supremo Tribunal Federal (STF) um relatório em que afirma que a megaoperação de terça-feira (28) nos complexos da Penha e do Alemão respeitou as determinações da Corte, usou força “proporcional” e foi planejada para enfrentar uma facção “altamente armada e estruturada”.

A ação deixou 117 suspeitos mortos, segundo dados oficiais — o maior número já registrado em uma operação policial no estado. Quatro policiais também morreram.

O documento foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, com quem Castro se encontrou nesta segunda no Rio de Janeiro, em reunião com autoridades de segurança do Rio sobre a megaoperação.

Moraes é relator da ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas, que regula ações policiais em favelas do Rio. A Corte pediu esclarecimentos sobre o planejamento, emprego de força, atendimento a feridos, preservação de cenas de crime e mecanismos de controle.

ADPF é uma sigla para Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental. Trata-se de uma ação apresentada ao STF com o objetivo de evitar ou reparar uma lesão a um preceito da Constituição Federal causada por um ato do Poder Público.

Planejamento e efetivo

De acordo com o governo, a operação mobilizou 2.500 agentes, sendo 1.800 policiais militares e 650 civis, e foi precedida por um ano de investigação e 60 dias de planejamento tático.

O alvo principal, segundo o documento, era o núcleo do Comando Vermelho no Complexo da Penha, sob a liderança de Edgar Alves de Andrade, o Doca ou Urso. O Estado diz que a facção usava armas de guerra, bloqueios, drones com explosivos e estruturas de defesa em área de mata.

Governo fala em “uso proporcional da força”

No relatório, o governo afirma que a operação seguiu parâmetros de legalidade, necessidade e proporcionalidade e que o confronto foi concentrado em área de mata para evitar riscos à população.

O texto diz que não houve mortes de “pessoas não pertencentes à organização criminosa” e afirma que policiais tinham câmeras corporais, com supervisão das corregedorias e do Ministério Público.

Retirada de corpos e perícia

O governo admite dificuldades para preservar a cena de crime devido ao confronto e relata que corpos foram retirados por moradores e levados para o Hospital Getúlio Vargas e para a Praça da Penha antes da chegada da perícia. Um inquérito foi aberto para investigar possível fraude processual.

Mesmo assim, o Estado afirma que todos os corpos foram periciados, com acompanhamento do Ministério Público.

Fonte: G1

Ponto de Vista

Recent Posts

Mega-Sena 3060 acumula, e prêmio vai a R$ 32 milhões

A Mega-Sena acumulou e nenhuma aposta acertou as seis dezenas para levar o prêmio de…

30 minutos ago

Lei cria ‘Programa de Combate aos Haters’ nas escolas públicas e privadas do RN

O Governo do Rio Grande do Norte sancionou, na sexta-feira (18), a lei que cria…

37 minutos ago

Prefeitura de Natal abre 400 vagas em cursos gratuitos de qualificação

A Prefeitura de Natal abre na próxima terça-feira (22) as inscrições para o 6º Ciclo…

38 minutos ago

Hospital Municipal de Natal começa a receber pacientes regulados e terá abertura gradual

O Hospital Municipal de Natal São Padre Pio começou a funcionar na noite de quarta-feira…

38 minutos ago

Inmet emite alerta de baixa umidade para 71 municípios do RN até terça-feira (22)

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um aviso de baixa umidade para 71 municípios…

43 minutos ago

Idosa morre após ser atingida por tiro em casa no Oeste do RN

Uma idosa de 66 anos morreu na tarde desse sábado (19), no Hospital Regional Tarcísio…

48 minutos ago

This website uses cookies.