Segundo o Ministério Público, o inquérito da Polícia Civil apurou que o crime teria sido motivado por uma briga de trânsito.
A arma que teria sido usada no crime pertence à Polícia Militar do Rio Grande do Norte.
A Justiça acatou a denúncia por homicídio qualificado e os dois militares viraram réus em dezembro de 2022.
Segundo a denúncia, os militares trabalham no 16º Batalhão da PM em São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal. A mulher também é filha de um coronel da ativa na corporação.
A Polícia Civil chegou a pedir a prisão preventiva dos suspeitos, mas o MP considerou que não seria necessário, uma vez que os militares não teriam obstruído a investigação. A juíza responsável pelo caso seguiu o parecer do promotor.
Segundo a denúncia, Paulo Henrique Araújo da Silva trafegava de moto com sua namorada, da Zona Norte da cidade para o shopping Midway Mall, na Zona Leste, quando recebeu a “trancada” de um carro na Ponte de Igapó.
Ainda de acordo com o relato, o carro modelo Fox era dirigido pelo policial militar, que estava acompanhado de sua esposa, também policial. O veículo está no nome da mulher.
As investigações apontaram que, após ser trancado, o motociclista passou ao lado do veículo, fez a manobra de “corta giro”, na qual o condutor acelera a moto de forma exacerbada, e fez menção de que chutaria a porta.
Após ultrapassar o carro, o homem teria seguido pela avenida Felizardo Moura e entrado no bairro Nordeste, na Zona Oeste da cidade, para tentar despistar os ocupantes do carro. Mas ao frear para passar por uma lombada, a moto foi atingida por trás, pelo veículo. Paulo Henrique e a namorada caíram no chão.
O relato dos investigadores ainda aponta que Paulo Henrique se levantou, tirou o capacete e foi em direção ao policial militar, que atirou contra ele. O militar ainda teria contado com o apoio da companheira, que “já empunhava sua arma e abrigava-se por trás da porta do carro, em posição de combate”.
“A vítima foi atingida na face e faleceu no local, tendo o projétil penetrado na região do dorso do nariz”, diz a denúncia.
“As circunstâncias do fato apontam que os acusados agiram movidos pela futilidade, motivados por mera discussão de trânsito. Além disso, também restou suficientemente demonstrado que a vítima estava em situação na qual teve suas chances de defesa obstadas“, diz o promotor responsável pela denúncia protocolada no dia 1º de dezembro. Ela foi aceita pela Justiça no dia seguinte.
Ao fim do processo, o casal deverá ser julgado pelo Tribunal do Júri.
Durante o ano de 2022, familiares de Paulo Henrique fizeram vários protestos cobrando investigação do caso e chegaram a criar um memorial na internet sobre a vítima.
Segundo amigos e familiares, Paulo Henrique tinha quatro filhos e trabalhava como personal, além de ser segurança e vigilante profissional.
A defesa dos réus não foi localizada até a última atualização desta matéria. Em nota, o Comando Geral da Polícia Militar afirmou que determinou o afastamento dos policiais e abertura de um procedimento interno para apuração dos fatos.
“A PMRN ressalta que não compactua com qualquer desvio de conduta de seus membros e colabora com as investigações em curso sobre o caso”, informou a corporação.
Fonte: G1RN
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