Os novos hábitos de consumo dos brasileiros vão mudar também os dados que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) usa para fazer o cálculo da inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
A partir de janeiro, saem da conta itens cujo peso ficou menor no orçamento das famílias, como aparelhos de DVD, máquinas fotográficas, microondas e liquidificadores; e entram serviços e produtos que ganharam importância na última década, como transporte por aplicativos, serviços de streaming, tratamento de animais domésticos e macarrão instantâneo (veja a lista completa na tabela abaixo).
As mudanças são resultado dos dados coletados na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017-2018, divulgada na semana passada, e que mostrou mudanças nos hábitos de consumo, despesas e renda das famílias. A nova estrutura do IPCA vai considerar 377 produtos e serviços, com seis subitens a menos que a divulgada atualmente.
“Ficamos muito tempo sem ter uma POF e temos uma mudança cada vez mais rápida no padrão tecnológico. Tivemos a saída de alguns itens que realmente não encontramos mais. Ao mesmo tempo, tivemos a entrada de produtos que estão no cotidiano de milhões de brasileiros”, explicou em nota o gerente de Índice de Preços do IBGE, Pedro Kislanov.
Pela primeira vez, o grupo transportes será o de maior peso na inflação, representando 20,8% do indicador. O grupo superou alimentação e bebidas, cuja participação caiu de 22% para cerca de 19%.
A composição do grupo transporte também mudou. O peso dos gastos com transportes públicos caiu de 4,5% para 3,16%, enquanto o de gastos com veículos próprios ficou em 11,66%. O cálculo também passa a incluir bilhetes de integração de transporte público (0,07% do indicador) e transporte por aplicativo (0,21%).
“O aumento no peso do transporte pode ser explicado pela menor quantidade de opções desse serviço, enquanto na alimentação, as famílias tem mais facilidade em trocar alguns produtos por outros, para economizar”, explicou em nota o gerente de Índice de Preços do IBGE.
A nova estrutura de ponderação do IPCA também muda os pesos de cada região no cálculo do índice. A participação da região metropolitana do Rio de Janeiro cai de 12,06% para 9,41%, e a de Belo Horizonte, de 10,86% para 9,84%.
Já São Paulo e Brasília ganham espaço, com participações passando de 30,67% para 32,32% e de 2,8% para 4,09%, respectivamente. Em Rio Branco, a participação sobe de 0,42% para 0,51% – mas segue a de menor peso no cômputo total.
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