Em 2023, o Brasil alcançou os menores níveis de pobreza e extrema pobreza da série histórica iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados constam na pesquisa Síntese de Indicadores Sociais 2024, que traz análises sobre as condições de vida da população brasileira.
O parâmetro internacional para medir a pobreza, definido pelo Banco Mundial, é de uma renda de até US$ 6,85 por pessoa por dia. Assim, pessoas com renda abaixo disso, que equivale a cerca de R$ 665 por mês, são consideradas em situação de pobreza.
Já o parâmetro global para a extrema pobreza é de uma renda de até US$ 2,15 por dia, cerca de R$ 209 mês.
Veja a variação:
“A queda na pobreza em 2023 é resultado, principalmente, do dinamismo no mercado de trabalho e do aumento na cobertura de benefícios sociais”, diz Leonardo Athias, gerente de Indicadores Sociais do IBGE.
“Esses benefícios têm um impacto muito grande na extrema pobreza, enquanto a diminuição da pobreza está mais alinhada a um mercado de trabalho mais aquecido”, continua.
Conforme a pesquisa, as crianças e adolescentes de zero a 14 anos são a população mais atingida pela pobreza: 7,3% são extremamente pobres e 44,8%, pobres.
Entre os grupos por idade, os idosos têm os menores índices: 2% estão em situação de extrema pobreza, enquanto 11,3% estão em condição de pobreza.
Conforme a pesquisa, as regiões Norte e Nordestetêm as maiores proporções de pessoas pobres e extremamente pobres. Quando observados gênero e cor, mulheres e pessoas pretas e pardassão as mais atingidas.
Veja abaixo:
▶️ Mulheres e homens:
▶️ Pessoas brancas, pretas e pardas:
▶️ Regiões do país:
“As desigualdades regionais e por grupos populacionais são históricas. O desenvolvimento brasileiro ocorreu com uma concentração de oportunidades no Centro-Sul do país”, analisa Athias, do IBGE.
O pesquisador ressalta que a pobreza também atinge pessoas que estão no mercado de trabalho, especialmente nos setores de agricultura e em serviços domésticos — com maior concentração de mulheres pretas ou pardas.
“Isso causa algumas diferenças. Na questão das mulheres em relação aos homens, por exemplo, tem ainda a dupla jornada, a necessidade de cuidar dos filhos ou de idosos”, diz.
Para o especialista, o cenário mostra uma necessidade de políticas públicas como o acesso à creche.
A pesquisa do IBGE também mostra que, de 2016 a 2023, o acesso domiciliar à internet avançou 24,3 pontos percentuais no país, passando de 68,9% para 92,9%.
O salto foi maior entre a população extremamente pobre: no mesmo período, a proporção de acesso passou de 34,7% em 2016 para 81,8% em 2023, um salto de 47,1 pontos.
Quando considerada a população pobre, a evolução foi de foi de 50,7% para 81,8%, uma alta de 31,1 pontos no mesmo período.
Fonte: G1
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