Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro alertam que o político vem repetindo, com os militares chamados “kids pretos”, o mesmo erro cometido com o ex-ajudante de ordens e coronel do Exército Mauro Barbosa Cid.
Os “kids pretos” — também chamados de “forças especiais” (FE) — são militares da ativa ou da reserva do Exército, especialistas em operações especiais. Ao g1, em 2023, o Exército confirmou a existência das tropas e disse que elas operam desde 1957.
Em novembro, quatro militares do Exército ligados a essas forças especiais, os chamados “kids pretos”, suspeitos de um golpe de Estado após as eleições de 2022 para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e restringir a atuação do Poder Judiciário.
Em operações anteriores, Bolsonaro praticamente abandonou seu ex-aliado e tentou transferir para ele toda a responsabilidade por irregularidades. Foi assim nas investigações sobre as joias sauditas, sobre a fraude nos cartões de vacinação de Bolsonaro e família e até sobre o planejamento de um golpe de Estado.
O resultado: a decisão de Mauro Cid de firmar um acordo de delação premiada, já homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Agora, aliados de Bolsonaro receberam a informação de que os “kids pretos”, também abandonados pelo ex-presidente, estariam avaliando a possibilidade de um acordo de delação.
Familiares dos militares estariam pressionando por essa colaboração, por sentirem que a defesa de Bolsonaro tenta transferir para eles qualquer tipo de culpa pela elaboração do golpe de Estado.
O advogado do general Mário Fernandes, por exemplo, já reclamou da atuação de advogados de Jair Bolsonaro – que, na visão dele, estão fazendo o papel de promotores ao acusar os militares das Forças Especiais do Exército de terem tramado o golpe.
Mário Fernandes, considerado peça central nessa trama, está preso desde 19 de novembro. O ministro Alexandre de Moraes autorizou que ele seja transferido do Rio de Janeiro, onde está detido, para um presídio militar em Brasília.
Mauro Cid, aliás, volta a depor à Polícia Federal nesta quinta (5) – e pode fornecer mais informações sobre o planejamento de um golpe durante o governo passado.
Cid deve ser questionado, principalmente, sobre a atuação dos kids pretos, grupamento que iria chefiar ao fim do governo Bolsonaro.
A promoção do ex-ajudante de ordens para comandar o Batalhão de Forças Especiais em Goiânia chegou a ser anunciada, mas foi cancelada após o acordo de delação.
Fonte: G1
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