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BNDES libera recursos para projetos de eólicas no RN

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) liberou R$ 6,6 bilhões para projetos de geração de energia eólica (dos ventos) em 2014, correspondendo a 2.585,8 megawatts (MW) de potência instalada. Em relação ao total aprovado em 2013 (R$ 3,6 bilhões), o aumento alcançou 83,3%. De acordo com a assessoria de imprensa do banco, em dezembro, foram aprovados empréstimos de R$ 1,7 bilhão para 22 parques eólicos. Com capacidade de 590,4 MW, os parques estão localizados nos estados de Pernambuco, do Piauí, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul. A previsão para que os projetos entrem em operação é primeiro semestre deste ano, conforme balanço divulgado ontem pelo BNDES.

Segundo a instituição, os projetos aprovados em 2014 contribuíram “para colocar o Brasil entre os cinco maiores investidores globais, tanto em energia eólica quanto em energia renovável”.

Desde 2003, o apoio do BNDES à geração eólica soma R$ 20 bilhões, equivalentes a 7.287,8 MW. Conforme a assessoria, as energias renováveis participam com cerca de 80% da matriz elétrica brasileira, superando a média internacional, que é 20%.

Leilão
O 18º Leilão de Ajuste, promovido ontem pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), foi concluído com preço médio da energia negociada em R$ 387,07 por megawatt-hora (MWh) e 2.105 MW médios contratados. O certame foi composto por ofertas de fornecimento de três e seis meses, durou quase três horas e terminou com preços negociados próximos ao teto de R$ 388,48/MWh estabelecido pela agência reguladora. Os preços oscilaram entre R$ 318,08/MWh e R$ 388,48/MWh.

Os valores mais elevados, como já era esperado, ficaram por conta dos contratos de seis meses. O mais alto, de R$ 388,48/MWh, limitado pelo teto autorizado pela Aneel, foi registrado na região Nordeste. Na região Sudeste/Centro-Oeste, o preço estabelecido ficou em R$ 388,18/Mwh. Para a região Sul, foi de R$ 385,87/MWh. Na região Norte, cujo preço limite era mais baixo em função da expectativa de menor demanda, o valor médio dos contratos de seis meses ficou em R$ 318,08/MWh.

No caso dos contratos com três meses de duração, os valores foram um pouco menores. O preço mais elevado, neste caso, ficou na região Sul, com valor médio de R$ 387,66/MWh. No Sudeste/Centro-Oeste, ficou em R$ 386,70/MWh. A região Nordeste não recebeu propostas. Já na região Norte, o valor ficou estabelecido em R$ 357,48/MWh.

Foram negociados 2.105 MW médios, ou 8,554 milhões de MWh no período de fornecimento – de janeiro a março ou de janeiro a junho. Os contratos a serem formalizados a partir do resultado do leilão devem movimentar R$ 8,939 bilhões.

Ponto de Vista

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