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Banco Central alivia alta, mas dólar avança a R$ 3,40

As novas ofertas de contratos de swap tradicional ao mercado frearam abruptamente a alta do dólar frente ao real no período vespertino de ontem, mas a atuação do Banco Central não conteve o avanço da divisa dos Estados Unidos no fechamento. No mercado à vista, a elevação ficou em 1,30%, aos R$ 3,4053, maior nível desde 21 de junho de 2016 (R$ 3,4134), enquanto o giro de negócios somou US$ 1,261 bilhão. Cabe ressaltar que, da máxima de R$ 3,5075 (+4,34%), a moeda caminhou em menos de duas horas para a mínima de R$ 3,3723 (+0,32%), em resposta à medida do BC.
Também sob efeito dos leilões de swap, o contrato futuro para dezembro saiu de patamares próximos da máxima, de R$ 3,5270 (+3,70%), e foi inclusive leiloado na BM&F Bovespa por causa da volatilidade. Em seguida, o ativo inverteu pontualmente o avanço, com mínima em R$ 3,3905 (-0,31%), para enfim encerrar o dia em alta moderada de 0,26%, aos R$ 3,4100, com volume financeiro de US$ 26,709 bilhões.
O BC anunciou que voltaria a ofertar swaps tradicionais, com 15.000 contratos no valor de US$ 750 milhões num leilão no fim da manhã, como parte do objetivo de rolar o vencimento de US$ 6,4 bilhões em 1º de dezembro. O lote foi integralmente absorvido, numa operação que se assemelha à venda de dólar no mercado futuro. Próximo ao horário do leilão, o câmbio teve algum alívio, depois do forte impulso matutino – por causa de zeragem de posições – e abertura em alta do dólar.
À tarde, entretanto, o estresse voltou ao mercado, alimentado por temores com Estados Unidos e queda acentuada dos preços de petróleo. Diante dessa turbulência, com o dólar próximo das máximas, a autoridade monetária atuou novamente e anunciou leilões adicionais de swap tradicional. No primeiro leilão extraordinário, ofereceu até 20 mil contratos (US$ 1 bilhão), dos quais foram vendidos 8.100 contratos (US$ 405 milhões). Na sequência, ofertou os 11.900 contratos restantes, e colocou 10.950 (US$ 595 milhões).
A expectativa é que o BC siga monitorando o mercado e atue conforme necessário. Pois o mercado está cauteloso e buscando lastro, numa demanda por “proteção contra tudo o que está acontecendo”. Enquanto o BC fazia as operações, o seu presidente, Ilan Goldfajn, discursava em evento no Chile. Disse que os leilões de swap cambial podem continuar, para reduzir a volatilidade, e não descartou o uso de reservas internacionais. “Nós nos reservamos o direito de atuar com qualquer instrumento disponível”, afirmou.
Ponto de Vista

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