Do total de mortos, 332 foram registrados no Nepal e 3 no Tibete. O desastre aconteceu na quarta-feira (26), depois que uma avalanche de gelo e rochas atingiu um rio e provocou uma enorme enxurrada de água, lama e destroços.
Ao todo, 1.468 pessoas estão desaparecidas, segundo os balanços oficiais dos dois países:
Entre os estrangeiros desaparecidos no Nepal estão 178 indianos, 65 americanos, 53 ucranianos, 51 malaios, 35 australianos, 33 britânicos e 25 canadenses.
No Nepal, a enchente atingiu áreas próximas aos rios Trishuli e Bhote Koshi. A região de Gyirong, no Tibete, também foi atingida. Casas, estradas, pontes e instalações de energia foram danificadas ou destruídas.
Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o desastre foi provocado pelo colapso de uma geleira, e não por um terremoto. A queda de gelo e rochas atingiu o rio e desencadeou o fluxo de água e detritos.
As equipes de resgate avançam com dificuldade pelas áreas atingidas. A lama e os escombros dificultam o acesso a vilarejos e comunidades isoladas.
O Exército nepalês realizou sobrevoos na região e resgatou dezenas de pessoas. Moradores de áreas próximas aos rios também receberam ordens para deixar suas casas.
Especialistas alertam ainda para o risco de uma nova inundação. Um bloqueio de detritos permanece em uma área mais alta do rio na fronteira entre Nepal e China.
“Como ainda há um bloqueio na parte alta do rio fronteiriço entre o Nepal e a China, as autoridades alertam que pode acontecer uma segunda inundação”, afirmou à AFP Qianggong Zhang, diretor de riscos climáticos e ambientais do Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado das Montanhas (ICIMOD).
A presença de centenas de estrangeiros entre os desaparecidos aumentou a preocupação das autoridades. Muitos estavam na região como turistas ou em peregrinações.
O Departamento de Turismo do Nepal informou que 517 estrangeiros estão entre as pessoas desaparecidas no país. A Índia é o país com o maior número de cidadãos desaparecidos.
Os Estados Unidos anunciaram uma ajuda de US$ 500 mil, cerca de R$ 2,5 milhões, para as operações de emergência.
O presidente chinês, Xi Jinping, afirmou que a prioridade é encontrar e resgatar as pessoas desaparecidas.
As chuvas de monção, entre junho e setembro, provocam inundações e deslizamentos em várias partes do sul da Ásia. Cientistas afirmam que o aquecimento global pode aumentar a frequência e a intensidade de eventos extremos na região.
Fonte: G1
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