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Áudios de agente da PF enfraquecem discurso pró-anistia para Bolsonaro e aliados no Congresso

Policial federal Wladimir Matos Soares, de 53 anos, preso por planejar o assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Os áudios revelados pela Polícia Federal (PF) com declarações do agente Wladimir Soares, investigado por participação na tentativa de golpe de estado, são uma síntese de tudo o que a investigação descobriu até o momento e têm o potencial de desidratar a principal aposta política do entorno de Jair Bolsonaro: a anistia.

O áudio chega como uma bomba no Congresso Nacional, pois corrobora os relatos e provas já reunidos, tornando mais difícil encontrar apoio político para a anistia de investigados ligados aos atos golpistas de 2022 e ao 8 de janeiro de 2023. Com isso, enfraquece ainda mais a chance de se encontrar parlamentares simpáticos a essa proposta.

O conteúdo das mensagens reforça o caráter estruturado da tentativa de golpe. Esse tipo de evidência desmonta a narrativa de que os atos foram espontâneos ou motivados apenas por indignação popular, minando o discurso de que podem ser perdoados

De acordo com a perícia da PF, os áudios foram encontrados em aparelhos eletrônicos do policial Wladimir Soares, preso preventivamente durante as investigações. Nas gravações, ele afirma que estava pronto para participar de uma ação para prender ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), entre eles Alexandre de Moraes, e revela que aguardava apenas um “ok” do ex-presidente Bolsonaro. “O presidente deu para trás”, disse o agente no áudio.

Wladimir também admite que sua equipe tinha “poder de fogo elevado” e estava disposta a “matar meio mundo de gente” se necessário. Em outro trecho, ele critica generais do Exército por supostamente terem abandonado Bolsonaro após negociações com o governo eleito. “O PT pagou para eles, comprou esses generais”, afirmou.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Wladimir por participação na organização criminosa que tentou abolir o Estado Democrático de Direito. A PF aponta que o policial não só integrou o grupo, como também manteve interlocução com outros agentes da corporação.

Fonte: Blog da Natuza Nery/G1

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