Ana Luíza Rabelo Spencer –
Todos os dias, a ciência descobre novidades; todos os dias, aprendemos coisas diferentes. As notícias mudam, as histórias correm mundo afora e ninguém pode dizer, em sã consciência, que é uma pessoa igual. “Tudo o que se vê não é igual ao que a gente viu há um segundo, tudo muda”. Apenas mudando, alterando conceitos e modernizando as reações diante do que é cotidiano é que nos tornamos capazes de evoluir.
Resistir um pouco às mudanças é normal, mas nunca aceitá-las é praticamente impossível nos dias atuais, quando a globalização torna visível e de rápida disseminação tudo o que ocorre mundo afora. A maior parte das mudanças que ocorreram nos últimos cinquenta anos são saudáveis e de inestimável valor para alcançarmos o patamar atual, mas algumas coisas, sobretudo a sociedade, têm evoluído de forma tão lenta que, às vezes, não sabemos se há evolução ou involução.
Numa época em que possuímos milhares de “amigos virtuais” e contamos nos dedos os “amigos reais”, nós somos obrigados a conviver com a intolerância, com o vício e com a preguiça. Assistimos, impassíveis, adolescentes colocarem fogo em pessoas, como se fosse brincadeira. Ficamos calados quando vemos alguém sofrer bullying e permanecemos sentados diante da agressão física praticada por quem não concorda com esse ou aquele aspecto da vida pessoal do outro. Fechamos os olhos para não ver que as drogas estão dentro de nossa casa e permitimos a morte dos nossos filhos quando ficamos inertes, vendo-os seguir por trilhas enganosas e cruéis.
A verdade é que é mais cômodo sentar confortavelmente em nossa poltrona e fingir que dormimos enquanto o mundo clama por socorro. Fazer a diferença exige esforço e os primeiros, certamente, irão suar um pouco mais, porém, se ninguém se habilitar aos primeiros postos, nunca conseguiremos facilitar para os que vierem depois.
É fato que também temos vergonha de lutar pelo que acreditamos ser a coisa certa. As dúvidas e o medo do ridículo ou do fracasso nos paralisam e, muitas vezes, nos fazem questionar tudo o que nos é caro. É importante que tenhamos sempre em mente que a evolução do ser humano envolve trabalho árduo, aceitação e, principalmente, respeito.
A sabedoria milenar dos orientais engloba esses conceitos quando do cumprimento sob forma de reverência. Os indianos, que têm uma cultura antiquíssima, também praticam uma forma de reverência com os braços e geralmente dizem a palavra “namastê” que significa “o deus em mim saúda o deus que existe dentro de você”.
Para crescermos e evoluirmos, precisamos mudar um pouco o foco. Ver as qualidades do próximo sem desmerecê-lo pelos defeitos; ver nossos defeitos sem deixar de buscar melhora. Reconhecer que o mundo pode ser salvo é a única forma de salvá-lo. Ninguém precisa carregar o mundo nas costas, basta fazer a sua parte e auxiliar quem quiser fazer a sua própria. Nunca parar de aprender tendo em mente que sempre poderemos melhorar.
Ana Luiza Rabelo Spencer – Advogada (rabelospencer@ymail.com)
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