ARTIGO: Marcos Lacerda Almeida Filho

A TOCHA E A CHAMA DA ESPERANÇA – 

Conforme divulgado diariamente nos meios de comunicação, a tocha olímpica já chegou ao Brasil, onde será carregada por 12.000 condutores por 329 cidades entre os dias 03 de maio e 5 de agosto.

Aonde chega, esta haste que leva a chama olímpica em sua extremidade é motivo de festas, comemorações e regozijos por parte de quase todos. A imprensa nacional trata o archote como verdadeira celebridade. Todo um aparato policial pra recebê-la por onde chega de avião, com toda pompa e emoção.

Tudo Roubo! Sim! A Chama Olímpica é um dos símbolos dos Jogos Olímpicos, e evoca a lenda de Prometeu que teria roubado o fogo de Zeus para o entregar aos mortais. Durante a celebração dos Jogos Olímpicos antigos, em Olímpia, mantinha-se aceso um fogo que ardia enquanto durassem as competições.

Mas no Brasil, parece que estamos acostumados com enredo até parecido. Aqui muita gente prometeu; nada cumpriu; tudo roubou; e agora está entregue à ira dos mortais eleitores. Vamos esperar para ver se vão arder no fogo das urnas. Por Zeus!

Definitivamente, a hora é agora. Caso, o resultado do pleito municipal que se aproxima não reflita ao menos o início de uma ruptura com o atual sistema político-eleitoral continuaremos a viver essa lenda de que “o melhor do Brasil é o brasileiro”.

A Olimpíada Rio 2016 sem dúvidas é uma conquista que coloca o Brasil em posição de destaque no cenário internacional, principalmente diante de tantas notícias negativas que passamos ao mundo. Porém, o momento não é para chama olímpica, mas sim para uma chama de esperança em viver num país mais justo e menos contraditório em absolutamente todos os sentidos, áreas e níveis.

Apenas para ilustrar: Como é que se oferece e convida todos os vizinhos para uma grande festa na sua casa, com a propriedade toda desorganizada, suja, com as poeiras por debaixo dos tapetes e os filhos doentes? É exatamente isso que ocorre, quando governo do Rio de Janeiro, faltando poucos dias para o início dos Jogos, decreta falência e deixa de pagar aos seus servidores, numa situação semelhante a todos os entes da Federação.

A tocha olímpica vai embora e o contribuinte brasileiro aqui continuará. É preciso ter fé e otimismo, mesmo diante do atual cenário, para que a desilusão que ora acomete a sociedade brasileira não aja como um vento forte, capaz de apagar inclusive essa centelha de esperança que parece restar.

Marcos Lacerda Almeida FilhoAdvogado e Mestre em ciências jurídico-políticas.

As opiniões contidas nos artigos são de responsabilidade dos colaboradores
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