Nas últimas duas décadas, mais de R$ 3 bilhões foram gastos em obras para tentar despoluir o Tietê, maior rio de São Paulo, com 1.100 km de extensão, e o mais sujo do país.
Nada funcionou, mas se estivesse limpo o Tietê poderia ser hoje uma ótima alternativa para o abastecimento de água no Estado, que passa por uma gravíssima crise hídrica.
Há 23 anos nasceu o primeiro projeto de despoluição, assim como foi feito no Tâmisa, em Londres e no Sena, em Paris. Em 1993, mais da metade da água do rio Tietê era inutilizável, mas hoje chega perto de 12%, concentrados na região metropolitana de São Paulo.
Mesmo se 100% do esgoto da cidade de São Paulo fosse coletado e tratado, o Tietê continuaria muito poluído, porque ele é o destino final dos dejetos de diversas cidades. Enquanto a capital trata 52% do esgoto, Guarulhos, por exemplo, limpa 35%, enquanto São Bernardo cuida de 16% e Mauá, apenas 5%.
Segundo especialistas, se o rio parasse de receber esgoto não tratado hoje, a natureza, sozinha, se encarregaria de deixá-lo pronto para uso em cinco anos.
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