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Após greve dos caminhoneiros, mercado projeta inflação maior

Os economistas do mercado financeiro elevaram sua estimativa de inflação para 2018 e passaram a prever uma alta menor do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano.

O movimento aconteceu após a greve dos caminhoneiros, que durou 11 dias. A paralisação da categoria gerou uma crise no abastecimento em todo o país e falta de diversos produtos como, por exemplo, gás de cozinha, combustível nos postos, alimentos nos supermercados e querosene nos aeroportos.

As expectativas dos analistas estão no mais recente relatório de mercado, também conhecido como relatório “Focus”, divulgado nesta segunda-feira (11) pelo Banco Central. O relatório é resultado de levantamento feito na semana passada com mais de 100 instituições financeiras.

A previsão do mercado financeiro para a inflação em 2018 avançou de 3,65%, na semana retrasada, para 3,82% na última semana.

O percentual esperado pelos analistas continua abaixo da meta de inflação que o Banco Central precisa perseguir neste ano, que é de 4,5% e dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema – a meta terá sido cumprida pelo BC se o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficar entre 3% e 6%.

Para 2019, o mercado financeiro elevou sua expectativa de inflação de 4,01% para 4,07%. A meta central do próximo ano é de 4,25%, e o intervalo de tolerência do sistema de metas varia de 2,75% a 5,75%.

Para o resultado do PIB em 2018, os economistas dos bancos baixaram a previsão de crescimento de 2,18% para 1,94%. Foi a sexta queda seguida do indicador. Há um mês, a estimativa de crescimento da economia, para este ano, estava em 2,51%.

Para 2019, a expectativa do mercado para expansão da economia recuou de 3% para 2,80%.

O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Em 2016, o PIB teve uma retração de 3,5%. Em 2017, cresceu 1% e encerrou a recessão no país.

Os analistas do mercado financeiro também mantiveram em 6,50% ao ano sua previsão para a taxa básica de juros da economia, a Selic, ao final de 2018.

Com isso, o mercado estima que a taxa de juros fique estável no atual patamar de 6,50% ao ano até o fechamento deste ano.

Para o fim de 2019, a estimativa do mercado financeiro para a Selic continuou em 8% ao ano. Deste modo, os analistas seguem prevendo alta dos juros no ano que vem.

Fonte: G1

Ponto de Vista

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