Diógenes da Cunha Lima
No Brasil apelido não é o nome próprio, que se diz sobre nome, mas a alcunha, a forma de identificação não oficial, reveladora de afeto.
Entre nós, é um tratamento informal, geralmente utilizado em razão da característica peculiar física ou espiritual do apelidado.
O apelido, normalmente facilita a comunicação principalmente quando é inspirado em destaque positivo da pessoa, quando o destaque é negativo provoca riso nos outros, mal estar a quem é dirigido, irritação.
Muitas vezes é derivado do nome próprio, prenome, com forma reduzida, suavizando a palavra e a voz, o jeito oral do carinho. Antoine de Saint-Exupéry era chamado de Tonho por sua mulher e Saint-Ex por seus colegas e camaradas.
Quando jovem um poeta aviador irritava-se com os apelidos Tatane porque era uma espécie de gozação a um seu atributo físico, os pés grandes e Pic-la-lune porque seria o seu nariz arrebitado, homem distraído, uma ironia sempre repelida.
Em Agay para os sobrinhos era tio Papou.
Diógenes da Cunha Lima – Escritor, Poeta e Presidente da Academia de Letras do RN
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