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Americanas entra com pedido para sair do processo de recuperação judicial

Clientes fizeram fila na frente das Lojas Americanas, no Salvador Shopping — Foto: Divulgação

A Americanas informou nessa quarta-feira (25) que entrou com um pedido na Justiça para encerrar seu processo de recuperação judicial.

Segundo a companhia, a solicitação foi feita após o cumprimento das obrigações previstas no plano aprovado pelos credores, dentro do prazo legal de até dois anos após a homologação.

O pedido inclui todas as empresas do grupo, também em recuperação judicial, e foi protocolado na 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. Se aprovado, marcará o fim de uma etapa da maior crise da história da companhia.

O caso foi desencadeado pela descoberta de um esquema de fraude que revelou um rombo bilionário e levou a um endividamento superior a R$ 50 bilhões, dos quais cerca de R$ 42 bilhões foram incluídos na recuperação judicial. (leia mais abaixo)

O movimento ocorre após a fase mais crítica da crise financeira iniciada em 2023 e agora depende de decisão da Justiça para o encerramento formal do processo.

Em outro fato relevante, a Americanas informou que vendeu a Uni.Co — empresa que detém as marcas Imaginarium e Puket — à BandUP!, declarada vencedora do processo competitivo judicial, pelo valor de R$ 152,9 milhões.

Relembre o caso Americanas

A varejista informou um rombo contábil bilionário em 11 de janeiro de 2023. Na ocasião, a companhia disse ter identificado “inconsistências em lançamentos contábeis” nos balanços, inicialmente estimadas em cerca de R$ 20 bilhões.

Após o caso se tornar público, Sergio Rial, que estava à frente da presidência da Americanas havia apenas nove dias, deixou o comando da empresa. Ele havia assumido o posto no lugar de Miguel Gutierrez.

Os investidores — pessoas físicas e institucionais — iniciaram, então, uma corrida para se desfazer das ações. O movimento derrubou os papéis da companhia em quase 80% em um único dia, e a venda continuou nos pregões seguintes.

Em uma conferência após sua demissão, Rial disse que “a primeira grande conclusão é que não estamos falando de um número que está fora do balanço”.

“A questão é que ele não está registrado de forma apropriada ao longo dos últimos anos”, acrescentou.

No dia 19 de janeiro, a Americanas pediu a recuperação judicial na Justiça do Rio de Janeiro e teve suas ações retiradas da B3.

A primeira versão do plano de recuperação foi apresentada em março, mas o documento só foi aprovado em 19 de dezembro.

A dívida total considerada no plano de recuperação superava R$ 50 bilhões, dos quais cerca de R$ 42 bilhões correspondiam a débitos concursais, sujeitos à renegociação com credores.

O plano de recuperação previu, entre outros pontos, um aporte de R$ 12 bilhões dos acionistas de referência — o trio de bilionários Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Herrmann Telles.

Fonte: G1

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