ADESÃO DA TERAPIA MEDICAMENTOSA FORA DO HOSPITAL – Isabelle Medeiros Resende

ADESÃO DA TERAPIA MEDICAMENTOSA FORA DO HOSPITAL – 

Nos últimos anos, o tratamento oncológico tem avançado consideravelmente. O tratamento principal ainda é a quimioterapia antineoplásica, onde o objetivo é combater as células cancerígenas, infelizmente, o tratamento ainda não consegue ser específico, pois ele atinge as células doentes e, também, as células saudáveis.

Na criança e no adolescente, o câncer se prolifera de forma agressiva, quer dizer as células se multiplicam muito rapidamente, agravando o câncer. Pelo fato da medicação quimioterápica não ser seletiva, isso ocasiona os efeitos colaterais e esses, quando não tratados, podem dificultar a adesão do paciente ou, até mesmo, provocar um atraso no tratamento.

Esses efeitos colaterais já são previsíveis, em decorrência do uso do medicamento, e podem ser diminuídos ou até evitados. Já os efeitos adversos, que não necessariamente ocorrem, mas que podem acometer o paciente, são mais raros.

Os efeitos colaterais mais frequentes durante o tratamento de quimioterapia são: sangramentos, fadiga, cansaço, perda de cabelo, constipação, infecção, vômito, anemia, dentre outros. Por esses sintomas já estarem previstos, existem os medicamentos que diminuem os efeitos indesejados, que são os adjuvantes ao tratamento, ou seja, são medicamentos ministrados juntamente ao tratamento ou adicionado à fórmula deste. Eles promovem uma melhora da qualidade de vida dos pacientes e atenuam as ocorrências do evento.

Esses medicamentos tornam a quimioterapia menos agressiva, proporcionando a melhora da qualidade de vida dos pacientes. Eles têm atuação juntamente com quimioterapia e são essenciais para adesão ao tratamento do paciente, pois eles promovem o alívio dos sintomas. Os tratamentos adjuvantes são importantes na cura do paciente como um todo, pois limitam a incidência dos efeitos indesejados, tornando a quimioterapia menos agressiva.

Com uso desses medicamentos, os pacientes da Casa Durval Paiva podem seguir o tratamento da quimioterapia, dando continuidade ao tratamento até o fim, reduzindo os agravos dos efeitos colaterais, como no caso das infecções.

 

 

 

 

 

Isabelle Medeiros Resende – Farmacêutico Casa Durval Paiva, CRF2541

As opiniões contidas nos artigos/crônicas são de responsabilidade dos colaboradores

 

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