ADESÃO DA INGESTÃO ORAL DE MEDICAMENTOS NO TRATAMENTO DO CÂNCER – Isabelle Resende

ADESÃO DA INGESTÃO ORAL DE MEDICAMENTOS NO TRATAMENTO DO CÂNCER –

A quimioterapia oral ainda é a forma mais utilizada para combater o câncer infantil. No entanto, as formas farmacêuticas disponíveis no mercado, para a pediatria, ainda são poucas e algumas características dificultam a ingestão dos medicamentos pelos pacientes, fazendo com que, em alguns casos, eles se recusem. Isso pode dificultar o tratamento, pois as doses que deveriam ser tomadas por completo, acabam por ser insuficientes e não obtêm o efeito esperado, por insuficiência da dose.

Existem diversos motivos que dificultam a adesão aos medicamentos, nos pacientes pediátricos, os principais são: gosto, cheiro e aspecto. A adesão ao tratamento, conforme a prescrição médica, garante a eficácia e a sobrevida do paciente, com chances de diminuição de progressão da doença. Se o paciente, após a alta para o domicílio, não seguir as recomendações, isso pode acarretar em diversas consequências, como a redução da sobrevida, progressão da doença e diminuição da eficácia do tratamento. A continuidade da terapia medicamentosa oral é essencial para a cura.

Quando os pacientes estão hospitalizados, a via de administração oral, ainda, é a preferida e utilizada, pois reduz os gastos, no período da internação. Por isso, são importantes as orientações farmacêuticas e a compreensão dos acompanhantes, sejam eles família, cuidadores ou amigos, facilitando a terapia medicamentosa oral, fora do ambiente hospitalar. É preciso cuidado, orientação e acompanhamento, monitorado pelo profissional farmacêutico, dessa forma, a terapia medicamentosa oral será bem sucedida nos pacientes onco-hematológicos.

As maiores dificuldades de aceitação dos pacientes pediátricos são os comprimidos e cápsulas, principalmente nas crianças menores, atribuído ao tamanho do medicamento, que dificulta a ingestão. Já existem, na indústria farmacêutica, alguns dispositivos para facilitar a administração, como é o caso dos copos dosadores e seringas. Contudo, precisa haver cautela na hora de administrar a medicação, para que não seja administrada uma dose errada, pois há casos de marcação de dosagem incorreta, como é o caso dos ml. A dosagem errada pode agravar a doença, dificultando um resultado positivo, além disso, as intercorrências começam a aparecer e o número de internações e idas ao hospital aumentam.

Durante o tratamento oncológico, as orientações farmacêuticas são essenciais, para que os pacientes tenham uma boa adesão, pois as informações promovem o uso seguro da medicação e incentivam a família a cuidar do paciente. A Casa Durval Paiva acolhe, durante o tratamento, e disponibiliza as medicações necessárias, proporcionando uma melhor qualidade de vida com possibilidade de cura.

 

 

Isabelle Resende – Farmacêutica da Casa Durval Paiva, CRF2541

As opiniões emitidas nos artigos/crônicas são de responsabilidade dos colaboradores
Ponto de Vista

Recent Posts

Congresso Nacional promulga acordo Mercosul-União Europeia

Em sessão solene, o Congresso Nacional promulgou nessa terça-feira (17) o acordo de livre comércio…

18 minutos ago

A TORCIDA É CONTRA, MAS A AUDIÊNCIA PERMANECE FIEL – Alberto Rostand Lanverly

A TORCIDA É CONTRA, MAS A AUDIÊNCIA PERMANECE FIEL - Outro dia voltei a refletir…

32 minutos ago

ÁGUAS DE MARÇO – Violante Pimentel

ÁGUAS DE MARÇO - No dia 22 de março de 1992, a Organização das Nações…

34 minutos ago

Concurso Unificado do RN: Governo publica edital com 175 vagas para Ceasa, Detran e Ipern

O Governo do Rio Grande do Norte publicou nesta terça-feira (17), no Diário Oficial do…

1 dia ago

Caso Marielle: ex-delegado Rivaldo Barbosa deixa prisão no RN para ser transferido para o RJ

O ex-delegado Rivaldo Barbosa, condenado a 18 anos de prisão por envolvimento no caso Marielle…

1 dia ago

COTAÇÕES DO DIA

  DÓLAR COMERCIAL: R$ 5,2690 DÓLAR TURISMO: R$ 5,4710 EURO: R$ 6,0480 LIBRA: R$ 6,9920…

2 dias ago

This website uses cookies.