A SEMANA SANTA E O MISTÉRIO DA SALVAÇÃO –
O quadro que a Bíblia nos pinta do ser humano é que, em suas origens, decaiu do estado de primitiva inocência em que Deus o criara, rejeitando a tutela do Criador e cedendo aos caprichos de sua própria vontade em desobediência flagrante, fez-se o homem pecador, isto é, alguém que se desviou da rota, errou o alvo, perdeu o rumo reto do sentido da existência. Transgrediu o mandamento divino, corrompeu-se totalmente, rebelou-se de modo peremptório e insanável. Rebelde, contumaz, inimigo de Deus, escravo do pecado. Ora, se o homem foi por Deus criado para viver em obediência à soberana vontade divina e, supremo contra-senso, se insurgiu contra essa vontade e imprimiu de modo obstinado e permanente, ao curso de sua vida, rumos de aberta oposição a Deus, claro é que, na plana da mais elementar justiça, se fez réu de inominável crime, sujeito às legítimas sanções do direito violado. E é esse o quadro desolador que as Escrituras nos apresentam: o homem como transgressor, condenado e perdido. Essa tem sido a visão de todos os teólogos que não fogem ao direto, lógico e real ensino da Bíblia. Assim viu Agostinho a miséria da condição humana. Calvino, o gênio teológico do Protestantismo, esposou a mesma tese. E Karl Barth, acalentado que foi nas ilusões do humanismo liberal, que via a natureza humana como apenas imperfeita, mas em contínua perfectibilidade, chegou ao fim à crise existencial em que reconheceu a irretorquível realidade de que o homem, sem exceção, é um degradado pecador, condenado sem apelação. E deste trágico estado não tinha o homem recurso próprio mercê do qual lhe pudesse fugir às dolorosas consequências.
Essa é a realidade cruel: a humanidade toda sob a condenação de Deus, em razão do pecado que se lhe fez uma segunda natureza, a refletir-se em atos de transgressão da divina justiça. Desta culpabilidade ninguém se poderia eximir. E todos se viam igualmente sem condições de dirimir a justa sentença.
Entretanto, supremo mistério, Jesus Cristo, o Filho de Deus, no mais tocante ato de amor, assume a natureza do homem, toma-lhe o lugar e, graças à perfeita obediência e à amarga morte de cruz, satisfaz os reclamos da Justiça de Deus, expia a culpa do pecado humano, paga a dívida que pesava sobre o homem, livra-o da condenação, invalida a sentença que pairava sobre todo pecador.
É o ensino de toda a Bíblia, do Gênesis ao Apocalipse, que a morte de Jesus Cristo foi a vicária substituição mediante a qual Ele morreu por nós, em nosso lugar, para sofrer o castigo que se nos reservava, para dirimir a penalidade que era nossa. O centro litúrgico do Antigo Testamento foi o sistema sacrificial. E tais imolações foram apenas tipos, sinais do Grande Sacrifício que se haveria de oferecer, uma vez por todas em nosso favor e em nosso lugar, como o assinala com tanta propriedade todo o ensino do Novo Testamento, em particular a Epístola aos Hebreus. É isso que ressalta os Quatro Evangelhos, cristalização da tradição primitiva, fazendo da Semana da Paixão ou Semana Santa e seus eventos o âmago das narrativas, o coração do próprio Novo Testamento.
Assim exposto, é de se concluir que Jesus Cristo é o Salvador, porque, dando-Se em nosso lugar, expiou a nossa própria culpa, sofreu a nossa própria condenação, morreu e ressuscitou, outorgando-nos vida eterna com Deus, o Pai Celestial.
Josoniel Fonseca – Advogado e Professor, josonielfonseca@uol.com.br
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