A IMPORTÂNCIA DA SOCIEDADE NO DIAGNÓSTICO PRECOCE DO CÂNCER INFANTOJUVENIL – Luiz da Costa Nepomuceno Filho

A IMPORTÂNCIA DA SOCIEDADE NO DIAGNÓSTICO PRECOCE DO CÂNCER INFANTOJUVENIL –

A sociedade tem um papel fundamental no diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil, uma doença que, apesar de rara, é a principal causa de morte por enfermidades em crianças e adolescentes no Brasil. A detecção precoce é essencial para aumentar as chances de cura, que podem ultrapassar 80% quando o tratamento é iniciado rapidamente (Brasil, 2014). No entanto, alcançar esse resultado depende de uma combinação de fatores: conscientização, conhecimento e ação conjunta entre famílias, educadores, profissionais de saúde e a comunidade (Mullen; Barr; Franco, 2021).

Um dos principais desafios é reconhecer os sinais e sintomas iniciais do câncer infantojuvenil, muitas vezes confundidos com doenças comuns da infância. Febre persistente, cansaço extremo, palidez, manchas na pele, dores ósseas e perda de peso inexplicada são sinais de alerta. Por isso, é essencial que pais, professores e cuidadores estejam informados sobre esses sintomas e saibam quando buscar orientação médica (Spix; et al., 2023).

A conscientização é uma das ferramentas mais poderosas para vencer esse desafio. Campanhas educativas e discussões abertas sobre o tema ajudam a quebrar barreiras como o medo e o preconceito associados ao câncer, estimulando a busca por diagnósticos precoces. Além disso, ao fortalecer o conhecimento da sociedade, criamos uma rede de apoio que encoraja famílias a agir rapidamente diante de suspeitas, sem desespero, mas com informação (Rodrigues; Camargo, 2003).

A escola, como um ambiente de convivência diária das crianças, pode ser um espaço estratégico para identificar comportamentos ou sintomas fora do habitual. Professores atentos podem perceber mudanças no desempenho escolar, cansaço excessivo ou apatia, colaborando para um diagnóstico precoce. Já a comunidade, por meio de organizações sociais, pode promover eventos informativos e apoiar famílias em situação de vulnerabilidade (Silva, 2023).

Por fim, a luta contra o câncer infantojuvenil não se limita à atuação médica. Ela envolve cada cidadão que escolhe se informar, compartilhar conhecimento e agir para transformar realidades. Ao promover a conscientização e a educação sobre o tema, criamos uma sociedade mais empática, engajada e preparada para salvar vidas. Cada atitude, por menor que pareça, pode fazer toda a diferença (Costa; Ambrósio, 2019).

Vamos juntos ampliar essa corrente de esperança e informação!

 

 

 

 

 

 

Luiz da Costa Nepomuceno Filho – Coordenador do Diagnóstico Precoce, CRBM2: 11928 | CRF/RN: 6776

As opiniões contidas nos artigos/crônicas são de responsabilidade dos colaboradores
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