A DÍVIDA PÚBLICA NO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE É ASSUSTADORA – Evandro Borges de Oliveira

A DÍVIDA PÚBLICA NO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE É ASSUSTADORA –

A dívida pública no Estado do Rio Grande do Norte é mesmo de estarrecer, com o atraso de pagamentos dos servidores ativos e aposentados, chegando a informação de três folhas e parte do 13º salário de 2017, além de fornecedores e déficits previdenciários com saques no fundo, que o zerou, e compromissos de restituição que se avizinham, colocam um caldo de extremo dificuldade para o novo governo que deverá tomar medidas de austeridade fortes.

As esperanças colocadas no Governo Fátima Bezerra são fortes, traduzida na enxurrada de votos, uma diferença histórica no segundo turno, de exigência de mudanças e de rumos, de rejeição da velha forma de fazer política, de conchavos, de apadrinhamentos, de escolha de apaniguados partidários, de falta de prioridades, de apropriação do Estado por interesses particulares e exclusivistas, foram rejeitadas nas urnas.

O histórico da experiência de vida de Fátima Bezerra foi absorvido inteiramente pelo eleitorado e população, uma pessoa do povo, que enfrentou todas as dificuldades, uma lutadora, com experiência política, sem ter nascido em berço de ouro, conhecedora das agruras da população, que enfrenta no dia a dia, credenciou a obtenção da avalanche de votos, e de imediato está construindo o diálogo necessário com todos os segmentos, alcançando uma consciência de união e construção de consensos com sacrifícios a serem distribuídos para todos.

O equilíbrio das finanças públicas e o pagamento dos servidores em um plano, a ser negociado de modo transparente, com participação e diálogo incessante, serão de fundamental importância para manter os serviços essenciais do Estado, a serviço da população com um mínimo de satisfação e eficiência, principalmente, nas áreas de educação, saúde e segurança.

A dívida com os fornecedores, no patamar colocado, precisa ser auditado, não significa “olhar para o retrovisor” ou mesmo, por perseguição ou má vontade, mas, se precisa saber o que deve ser pago, o que foi construído verdadeiramente, qual foi o serviço prestado, principalmente em razão das denúncias de corrupção de toda ordem, é preciso praticar a ética, a moralidade com o trato da coisa pública, a sociedade precisa de uma satisfação.

A dívida da CAERN que apareceu de repente, responsável pelo abastecimento d’água e pelo saneamento precisa ser conhecido, não apenas informado e noticiado, verificar como foi contraído, não pode em nome de uma união ser apenas perdoado e esquecido, saber quem vai pagar está conta, isto não pode ser considerado olhar para trás, ou se acomodar dizendo que se precisa descer do palanque.

O endividamento do Estado, as raias de sua falência, retirando a capacidade de investimentos econômicos e sociais, devem ser pagos, dentro de um contexto de moralidade, transparência, capacidade exaustiva para o diálogo, formação de consensos para se chegar a governabilidade minimente satisfatória, a fim de atender a necessidade premente de desenvolvimento com dignidade humana.

 

Evandro de Oliveira Borges – Advogado

As opiniões contidas nos artigos são de responsabilidade dos colaboradores

 

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