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9 em cada 10 casas inspecionadas em Natal têm focos de mosquito da dengue, diz Secretaria de Saúdev

Nove em cada dez casas inspecionadas por equipes de saúde em Natal nas últimas duas semanas apresentaram focos de mosquito dengue. O dado do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), da Secretaria de Saúde de Natal, foi repassado nessa terça-feira (12) a pedido da Inter TV.

São considerados focos de dengue pontos que podem servir para o acúmulo de água. A água parada – e limpa – serve para reprodução do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue.

“Nós estamos tendo chuvas muito significativas, e aí os nossos agentes, ao irem às residências, estão encontrando esse número. Já faz duas semanas que nós temos observado que, de cada 10 residências, em 9 nós estamos encontrando focos”, relatou o chefe do Centro de Controle de Zoonozes de Natal, Jan Pierre Araújo.

De acordo com o Jan Pierre, mais de 30 mil casas em Natal foram visitadas pelos agentes de endemias do município do início do ano até o dia 29 de fevereiro. E mais de 35 mil focos de dengue foram destruídos.

“Por aí se consegue ver que existe mais de um foco por residência visitada dos nossos agentes”, disse.

O bairros que levantam mais preocupação do município, de acordo com o CCZ, são:

  • Zona Leste: Rocas, Santos Reis e Praia do Meio;
  • Zona Oeste: Felipe Camarão e Cidade da Esperança;
  • Zona Norte: Pajuçara, Lagoa Azul, Nossa Senhora da Apresentação e Igapó.

 

No dia 2 de março, a prefeitura de Natal decretou situação de emergência por epidemia de dengue. O município apontou um crescimento exponencial de dengue ao longo das semanas para justificar o decreto, que tem validade de 90 dias.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), em 2024, mais de 5,6 mil casos suspeitos de dengue foram notificiados em todo o Rio Grande do Norte. Em Natal, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, foram cerca de 900.

O chefe do Centro de Controle de Zoonozes de Natal pediu que a população seja receptiva com os agentes de endemia que estão visitando as residências e também reforçou que a maior prevenção deve ser feita pelo próprio morador.

“O trabalho de endemias é um trabalho complementar. A vivência ali naquele imóvel e o manejo ambiental é de responsabilidade do próprio morador”, disse.

Fonte: G1RN

Ponto de Vista

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