Uma pesquisa do Ministério da Saúde (MS), divulgada nesta quarta-feira (28), apontou que 6,6% dos natalenses eram fumantes. O levantamento teve como base dados extraídos no ano de 2023 em capitais do país.
No Nordeste, Natal foi a capital com a quinta maior taxa, atrás de:
O índice representa uma queda em relação a 2006, início da série histórica da pesquisa do Ministério da Saúde, quando Natal tinha 13,3% da população fumante.
A advogada Isabel Azevedo conhece bem os impactos do cigarro. Ela contou que fumou durante 30 anos e chegava a fumar até 15 cigarros por dia. Há 15 anos, ela decidiu parar.
“Eu estava me sentindo cansada, cheia de manchinhas no corpo, no rosto. Minha roupa fedia a cigarro e eu não gostava de fumar. A nicotina me incomodava muito. E eu comecei a pensar: é bom parar de fumar”, contou.
“Hoje eu me sinto uma pessoa forte, remocei uns 10 anos, porque estava muito envelhecida. A qualidade de vida mudou consideravelmente. Eu passei a ser aquela pessoa que eu era antes de fumar”, disse.
Além do cigarro tradicional, as autoridades de saúde se mostraram preocupadas com o uso crescente do cigarro eletrônico, que tem venda proibida no Brasil.
Em Natal, 0,9% da população declarou usar diariamente o dispositivo no ano da pesquisa.
O Ministério da Saúde alertou para uma tendência de aumento desse consumo em todo o país.
Em Natal, os principais problemas de saúde associados ao cigarro são câncer e doenças pulmonares, segundo a responsável técnica pelas doenças crônicas da capital, Luana Carvalho.
De acordo com Luana Carvalho, o número de atendimentos na atenção primária – nos postos de saúde – também cresceu em função do aumento dessas doenças na capital potiguar.
“Por esse aumento dessas patologias hoje no município, a gente teve um maior número de atendimentos na atenção primária, e isso mesmo acarretou a atenção especializada”, disse.
“Quando a nossa atenção primária não conseguiu mais ter esse índice de atendimento, ela já começou com a gravidade do problema, de acordo com o uso maior, excessivo do cigarro, e isso a nossa atenção especializada teve um maior número de atendimentos”, completou.
Para quem deseja parar de fumar, Natal conta com 20 grupos especializados no atendimento a dependentes da nicotina nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).
“Esses grupos são portas abertas para fazer atendimentos de segunda a sexta-feira com uma equipe multidiscplinar, na qual a gente fez uma nova implantação de todos os profissionais da rede para fazer parte desses grupos e atender mais a população”, disse.
Junto com os dados, o Ministério da Saúde e o Instituto Nacional de Câncer (Inca) lançaram na quarta-feira uma nova campanha apontando para os altos custos do tabagismo.
De acordo com a pasta, para cada R$ 1 de lucro com a venda de cigarros, o país gasta R$ 5 no tratamento de doenças relacionadas ao fumo. O impacto financeiro chega a R$ 153 bilhões por ano.
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