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47% dos aposentados que trabalham precisam aumentar a renda, diz pesquisa

Monika, de 70 anos, é treinada pela funcionária mais jovem após ser contratada como atendente do Reclame Aqui. — Foto: Reclame Aqui/Divulgação

Pelo menos 21% da população idosa que já se aposentou continua ativa no mercado de trabalho, mostrou nesta terça-feira (11) uma pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

Segundo o levantamento, 47% dos aposentados que ainda trabalham estão nesta situação por necessidade financeira – ou seja, o valor do benefício do INSS não é suficiente para pagar as contas. Destes, 45% são das classes A/B e 48% das classes C/D/E.

Outros 48% dos consultados responderam que trabalham porque desejam se sentir produtivos nesta etapa da vida – em especial os que pertencêm à faixa de renda maior (classes A/B), que são 58%.

A pesquisa consultou brasileiros acima de 60 anos, em todas as capitais e de todas as classes sociais e nível de escolaridade, entre os dias 7 e 20 de agosto.

A pesquisa do SPC também mostrou que 43% dos aposentados tiveram dificuldade em conseguir um emprego: 30% deles acreditam que o motivo é o preconceito pela idade avançada. Contudo, outros 57% dizem não ter tido problemas em conseguir trabalho.

Mais da metade destes trabalhadores (61%) não soube responder até que idade pretendem continuar na ativa. Entre os que têm uma ideia de quando vão parar, a idade média foi de 74 anos.

No estudo, a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, observou que esse cenário reflete o aumento da expectativa de vida no Brasil. “Percebe-se, muitas vezes, que os idosos não se prepararam para este momento e os ganhos com a aposentadoria acabam não sendo suficientes para manter o padrão de vida desejado”.

Nove em cada dez (91%) idosos acima de 60 anos contribuem financeiramente com o orçamento familiar, mostrou também a pesquisa. Destes, 43% são os principais responsáveis pelo sustento da casa.

Ainda segundo o SPC, 34% dos consultados recebem algum tipo de custeio. Este percentual sobe para 40% entre as mulheres, com a renda, em maior parte, de pensão por falecimento do cônjuge (15%) ou de familiares (15%).

Em outubro, matéria do G1 mostrou que, mesmo o percentual de pessoas acima de 60 anos no mercado de trabalho venha crescendo – bateu o recorde de 7,9% no segundo trimestre, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – apenas 26% têm carteira assinada. A maior parte ainda está na informalidade ou em ocupações por conta própria.

A faixa etária mais excluída do mercado formal é também a que mais sofreu com o fechamento de vagas com carteira assinada, segundo o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Em agosto, enquanto a faixa etária até 39 anos criou mais de 140 mil vagas, 37 mil postos foram fechados para pessoas acima de 50 anos.

Fonte: G1

Ponto de Vista

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