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Wegovy: 1º injetável semanal apenas para obesidade, medicamento deve chegar ao Brasil em 2024

Wegovy: Anvisa aprova injeção para tratar obesidade Medicamento é aplicado com a ajuda de uma caneta. Ainda não há uma data definida para que a semaglutida chegue ao mercado brasileiro. — Foto: Reprodução

Aprovado no começo de 2023 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Wegovy – primeiro medicamento injetável de uso semanal para sobrepeso e obesidade – só deve começar a ser comercializado em 2024. O medicamento já é vendido nos Estados Unidos, Dinamarca e Noruega.

Na época da aprovação, a expectativa era que as canetas para o tratamento de obesidade chegassem ao paciente ainda em 2023, no segundo semestre. No entanto, Priscilla Mattar, endocrinologista e diretora médica da Novo Nordisk, explicou ao g1 que a procura pelo medicamento aumentou em todo o mundo.

Existe uma demanda global aumentada por todos os resultados positivos que o Wegovy apresentou. Vamos lançar quando tivermos certeza de que conseguimos atender os pacientes do Brasil. Estamos acertando as linhas de produção para aumentar a capacidade.
— Priscilla Mattar, diretora médica da Novo Nordisk

Nova aposta entre famosos e anônimos, o uso de medicamentos injetáveis a base de semaglutida tem se tornado cada vez mais comum no Brasil e no mundo por quem quer perder peso.

A chegada do Wegovy ao país pode ser importante para que as pessoas com obesidade deixem de lado o Ozempic, indicado para diabetes tipo 2, e fiquem com o novo medicamento, recomendado especificamente para a doença.

 E quanto vai custar? Segundo a Novo Nordisk, a caneta de Wegovy 1 mg deve seguir o mesmo preço da caneta de 1 mg do Ozempic (o g1 consultou o preço em algumas drogarias e o Ozempic está custando cerca de R$ 1 mil).

Segundo estimativa da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), o preço máximo poderá chegar a R$ 2.484 dependendo do estado. No entanto, a Novo Nordisk afirma que não necessariamente é o preço que vai chegar nas farmácias.

Tem no SUS? Por enquanto, não há expectativa de que o Wegovy esteja disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).

 Quem pode tomar? O medicamento foi aprovado para adultos com obesidade ou sobrepeso com alguma comorbidade associada, mas a farmacêutica já solicitou a extensão do uso também para adolescentes. O Saxenda, também indicado para obesidade, mas de uso diário, já está aprovado no Brasil para adolescentes acima dos 12 anos.

Wegovy e seus resultados

O Wegovy tem o mesmo princípio ativo (a semaglutida) de outros dois medicamentos já aprovados no Brasil, o Ozempic e o Rybelsus. A diferença está na indicação de uso. Tanto Ozempic (injetável) quanto Rybelsus (oral) são recomendados para pacientes com diabetes tipo 2. O uso para o tratamento de obesidade e sobrepeso é off label (fora da bula).

 O que é a semaglutida? É um análogo do hormônio GLP-1, que temos no intestino. Toda vez que uma pessoa se alimenta, ele sinaliza para o cérebro que é hora de reduzir a fome, retardar o esvaziamento do estômago e aumentar a produção de insulina, que promove a absorção da glicose nas células.

A aprovação da Anvisa foi baseada nos resultados do programa de ensaios clínicos STEP (Semaglutide Treatment Effect in People with Obesity). Nele, os pacientes que utilizaram o Wegovy conseguiram uma perda de peso corporal média de 17% em 68 semanas (1 ano e 4 meses), contra 2,4% do grupo placebo.

Além disso, um em cada três pacientes perdeu 20% do seu peso corporal e 83,5% dos pacientes alcançaram uma redução de 5% ou mais com a utilização do medicamento contra 31,1% do grupo placebo.

Liraglutida e semaglutida

O Wegovy (semaglutida) é o primeiro injetável SEMANAL aprovado para o tratamento de obesidade, mas existe outro medicamento que já é comercializado no Brasil, o Saxenda. A diferença está no princípio ativo (liraglutida) e frequência de aplicação (o uso é diário).

Além do princípio ativo, a principal diferença está no tempo de ação (diário x semanal). Mas ambos são análogos do hormônio original, o GLP-1, que é o mais importante. Se você pega uma molécula muito diferente da original, ela induz seu corpo a formar anticorpos, pode interferir na eficácia. As duas [liraglutida e semaglutida] têm mais de 90% de homologia de semelhança com o GLP-1.
— Priscilla Mattar

Se combinar as duas substâncias, terei um resultado melhor então? Não. Os dois medicamentos pertencem à mesma classe, de análogos do GLP-1. Não há indicação para o uso conjunto da liraglutida com a semaglutida, pois elas agem de forma semelhante.

Fonte: G1
Ponto de Vista

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