A menos de um mês do recesso legislativo, o governo corre o risco de não ter a peça orçamentária de 2014 aprovada até o fim de dezembro. “A tendência natural [dos parlamentares] é forçar a mão na questão do Orçamento para ver se é possível cumprir o calendário. Acho que não vai dar [tempo]”, admitiu o senador Walter Pinheiro (PT-BA), um dos parlamentares da base aliada do governo mais envolvidos no debate. Se o impasse não prejudica o Orçamento, no mínimo, deixa indefinida a parcela de investimento da União em saúde. Além de tratar de emendas parlamentares, a proposta aprovada no Senado previa que, a partir do próximo ano, 13,2% da arrecadação da União fosse aplicada em programas e ações de saúde em 2014. Esse percentual aumentaria, de forma escalonada, até 2018, chegando a 15%.
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