VIRTUDES FEMININAS – 

Virtude quer dizer excelência. Nesse sentido, acreditavam os gregos antigos, denominando-a areté. Na Grécia Clássica, a mulher não era valorizada. Talvez por isso, em latim, a palavra virtus (virtude) remeta ao homem, vir, daí vem a tão usada palavra viril.

Entre as qualidades do homem virtuoso, salientava-se a coragem, a bravura.

São muitas o que se pode chamar de “as virtudes do gênero feminino”. Há de se destacar a graça, delicadeza de formas, justa proporção e jeito especial de agir. A elegância é outro atributo. É indicativa de harmonia e formas, de ser e portar-se, de ações. Eis uma listagem dessas características da mulher.

O futuro é feminino. Lúcido e perspicaz texto de Danielle Mafra publicado nesta Tribuna.

Nos últimos tempos, tem havido crescente solidariedade do gênero, sororidade, derivada do vocábulo sóror, irmã. É verdade que, às vezes, a crítica de uma mulher à outra é excessiva. Essa forma de união visa alcançar a independência feminina e o seu poder.

As mulheres também têm maior vocação lúdica e de bom humor. Regra geral, desejam que a sua companhia seja divertida, bem-humorada. São mais ligadas à religiosidade, congregam-se com maior facilidade nas igrejas, nos cultos.

Elas têm um apurado sentimento materno, notadamente, para os desvalidos, os seres abandonados. A sua relação com a natureza, sustentabilidade, tem leve sabor maternal. Um pouco de Eva está sempre presente.

A sensibilidade feminina é sempre mais aguçada do que a dos homens. Essa condição quase sempre superestima a negativa, os ferimentos naturais da vida cotidiana.

A obediência à normatização em relação ao rigor do convívio é acentuada. Basta notar que a violência, a criminalidade, o homicídio são muito menores.

Enquanto o homem reflete sobre a propriedade de bens, a mulher sente a propriedade. Toda casa é mais sua do que dele.

Dos seres humanos, o homem tem maior facilidade para esquecer, perdoar. É verdade que a justiça dos bons consiste no perdão. Nos júris, os advogados tendem a recusar as mulheres porque quase sempre elas condenam. Geralmente, elas acreditam que “matou tem que pagar”.

A paciência é uma virtude essencialmente feminina, por sua vez o parceiro é ansioso, deseja sempre a rapidez das soluções. Tem aumentado o número das mulheres dirigentes de associações e empresas, em razão de sua maior confiabilidade, meticulosidade, visão não direcionada, mas de conjunto. Regra geral, a dirigente é mais comedida. Estas são, a meu pensar, algumas das virtudes femininas. Não me considero um “mulherólogo”, mas afirmo e sinto que sou “mulherófilo”.

 

 

 

 

 

Diogenes da Cunha Lima – Advogado, Poeta e Presidente da Academia de Letras do RN

As opiniões contidas nos artigos são de responsabilidade dos colaboradores
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