VIRAMUNDO 57 –

Abelardo Dantas, seu Abel, morava em Canindé do São Francisco, Serrgipe. Tinha uma barraquinha de vender frutas na beira da estrada onde os carros paravam e se fartaram.

Seu Abbel chapéu de palha e sorriso aberto, atendia todo mundo, com satisfação. Um dia um amigo o procurou pra ele comprar sua padaria,na cidade, porque ia embora pra “sunpaulo”.

Botou o nome de Padaria da Praça e caprichou com um bom sofrimento de mercadoria, mais parecendo um supermercado.

Comprou uma caminhonete e foi a luta comprando mercadoria no Ceasa de Aracaju, duas vezes por semana.

Casou com Zuleide uma sergipana de Laranjeiras e tiveram 2 filhos, Abelardo Jr. e Rosilda.

O negócio ia bem e seu Abel comprou um Catamarã pra passear no Rio São Francisco com os turistas. Muito deles, atores da Globo que sempre passavam férias lá ou apenas fazer gravações.

Dona Zuleide ficava feliz quando um artista ia tomar café na padaria.

Abelardinho, há Grando, é quem tomava conta do catamarã, vestido com roupa de marinheiro e não se cansava de tirar foto com as artistas nos passeios.

Chegou até namorar uma delas. Coisinha rápida que o deixou muito feliz e mostrava a foto com a atriz-namorada aos amigos.

A irmã ajudava a mãe na Padaria, ficando no caixa.

Seu Abel era uma figura simpática e aos sábados a tarde levava tira gosto para uns amigos que ficavam numa

Redinha tomando cerveja, em frente a igreja.

O convívio era gostoso e a cantoria envolvia todos numa alegria só.

O movimento no local era muito bem e aprazível, respeitoso e amável.

Mesmo com a exigência de usar máscaras, por causa a da pandemia da peste chinesa; ninguém ligava e às vezes o carro da polícia passava mas não incomodava.

Se Abel curtia tudo aquilo com uma satisfação enorme e ficava entre a tenda e a padaria.

A filha de seu Abel, de vez enquanto, trazia uma bandeja de pão assado com pimenta e a galera adorava.

Canindé do São Francisco era muito parecida com Nazaré, cidade portuguesa, a beira mar, local preferido por surfistas por causa das grandes ondas.

A identidade das duas cidades era causada pelos maravilhosos peixes e inclusive com um marisco de nome complexo: “percebo”, ótimo tira gosto.

Seu Abel conheceu a cidade de Nazaré e gostou do afeto que os portugueses têm pelos brasileiros.

Tempos depois ele levou dona Zuleide e os filhos e passaram 15 dias na região.

Conheceu Alcobaça, Leiria, Batalha, Óbidos e principalmente da culinária que uma delícia e da cerveja Sagres super fresca.

De volta a Canindé passou a curtir pro grelhado como prato principal na padaria

Encontrei outro dia Seu Abel em Ponta Negra, tomando uma cervejinha na beira da praia e e u perguntei:

– Quem inspirou o senhor a servir os amigos na Redinha da Praça?

– Com seu Missô da padaria de Mirassol, aqui em Natal.

 

 

Jaécio Carlos –  Produtor e apresentador dos programas Café da Tarde e Tribuna Livre, para Youtube.

As opiniões emitidas nos artigos/crônicas são de responsabilidade dos colaboradores
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