Maria Amélia era uma mulata bonita que gostava de cantar musicas gospel, na igreja onde participava todos os domingos. Ela se destacava pela cor, pelos cabelos encaracolados e a roupa discreta, que nem combinava com ela, deixando-a envelhecida. Cresceu e foi morar em São Paulo, no bairro da Saúde, perto de uma igreja evangélica. Entrou logo no coral e se deu bem.
– Amélia você veio de onde?
– De Votuporanga
– O que fazia lá?
– Estudava e cantava na igreja.
– E por que veio pra cá?
– Porque aqui é melhor, maior, mais chances de me tornar cantora gospel de valor.
Amélia se dava muito bem com todos, era alegre, até conhecer Armando, um rapaz tímido, que tocava trombone e se apaixonou por ela.
Formaram uma dupla. Ele trocou o trombone por um violão e passaram a se exibir em frente ao Teatro Municipal. As pessoas paravam para ouvi-los e jogavam moedas e cédulas num cestinho de palha que ficava no chão.
Foram morar juntos num apartamento perto da Domingos de Morais. Engravidou de duas meninas gêmeas e parou de cantar, com a barriga grande e o cansaço dificultavam um pouco. De vez em quando ia para a praça e sentava num banquinho pra cantar. Arrecadava mais dinheiro por conta da gravidez.
As meninas nasceram, Fabíola e Fabrícia e Armando foi tocar sozinho e cantar as musicas de Toquinho. Show de bola. Com o dinheiro que ganhava dava pras despesas do dia a dia.
Passou a cantar na noite paulistana as sextas e sábados na boate Cavern em homenagem aos Beatles.
Armando e Amélia não voltaram mais para cantar na rua e passaram a viver somente do dinheiro de Armando.
Amélia foi passar uns dias em Votuporanga, com as meninas deixando Armando solto na buraqueira.
Quando as meninas completaram 1 ano Armando resolveu casar mas Amélia pediu um tempo porque a vida de artista era insegura. Armando não gostou da ideia e tempos depois se separou e sugeriu ficar com uma das meninas,
mas Amélia não aceitou. Brigaram e ele foi pro Rio de Janeiro tentar a sorte. Sofreu muito e acabou namorando Joana Darc, uma cantora de samba.
Mudou de vida e com ela, foram morar em Jacarepaguá. A vida segue e a nova dupla, Armandinho e Joana Darc, encantaram os cariocas cm seus shows nas noitadas.
– Armando você é casado?
– Não. Eu separei sem ter me casado e minha ex-mulher, também cantora, teve duas meninas mas não quis casar comigo porque a vida artística é insegura. Aí resolvi sair de São Paulo e vir morar aqui no Rio.
– Como ela se chama?
– Amélia.
– Mulher de verdade?
– Nem tanto, nem tanto.
Não conversaram muito sobre isso e saíram pra se encontrar com João Roberto Kelly, pra fechar contrato na boate João Sebastião Bar, pertinho da Cinelândia, no centro do Rio.
Quanto a Amélia ficou em São Paulo e foi morar com o pastor da igreja. Não tiveram filhos e também não quis casar mas a igreja não aceitava essa condição e eles tiveram que casar.
Amélia gravou um CD com musicas gospel e segue cantando até hoje. Encontre Amélia toando sorvete no Conjunto Nacional, na Av. Paulista e perguntei: – Quem mais você admira?
– Ângela Maria.
Jaécio Carlos – Produtor e apresentador dos programas Café da Tarde e Tribuna Livre, para Youtube.
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