VIRAMUNDO 184 –

Célio Duarte veio de Açu morar em Natal quando seu pai, seu Expedito, foi transferido pela CAERN – Cia. de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte onde era escriturário.

Celinho, menino tímido, atento a tudo que acontecia no conjunto Mirassol, bairro de Capim Macio, onde passou a viver na cidade grande, gostava de estudar e ver programas de televisão.

Um dia, levado por um amigo, foi fazer um estágio na TV Cabugi onde aprendeu tudo sobre cinegrafia.

Entusiasmado com a nova profissão passou a se especializar em iluminação de ambientes.

Com o tempo o pai comprou pra ele uma câmera filmadora e Celinho se tornou um profissional autônomo e fazia filmagens de eventos e reportagens a convite de empresas e particulares.

Aprendeu a editar as filmagens e montou em casa seu “home office” e trabalhava até altas horas concluindo seus trabalhos.

Foi convidado por uma agência de propaganda onde se deu bem no departamento de criação.

Lá, conheceu Felicia, mulher bonita, redatora e se apaixonaram.

Do relacionamento nasceu Feliciano, garotão saudável que foi com a mãe morar em Goiânia, capital de Goiás.

Celinho e Felicia se separaram e nesse período de tristeza conheceu Marta, filha de seu Antenor dono da padaria do bairro, e casaram.

Não tiveram filho e de vez em quando Feliciano vinha Goiânia visitar o pai, numa amizade saudável.

Celinho, com sua habilidade de cinegrafista, foi assessorar um político importante nas suas campanhas.

Um trabalho intenso registrando as atividades políticas de Reginaldo que chegou a estar ministro do governo federal e se elegeu Senador indo morar em Brasília.

O Senador Reginaldo queria levar Celinho mas não deu certo pois o clima seco da capital federal o deixava doente.

Era uma oportunidade de morar perto do filho que crescia e estudava com a mãe em Goiânia, mas abriu mão dessa oportunidade.

Célio, um profissional respeitado, passou a dirigir o escritório do Senador em Natal onde o político tinha uma base sólida e uma liderança parlamentar de alto nível, resultado da grande votação que te é na eleição.

Celinho, bem casado e amigo de todos, fazia questão de tomar uma cachacinha aprazível nos fins de semana com a turma na praça de Mirassol.

Inventou até um equipamento onde colocava a garrafa de cachaça virada com a boca pra baixo e controlava, com uma tornearia, a saída da bebida em pequenas doses.

Deus essa invenção caseira o nome esquisito de “trosoba” e era a curtição da galera.

Encontrei Celinho com os amigos num desses sábados a tarde na Tenda de Mirassol e perguntei:

– Em quem você se inspirou para sua vida profissional?

– Sérgio Luis Paiva de Moura.

 

 

 

 

 

Jaécio Carlos –  Produtor e apresentador dos programas Café da Tarde e Tribuna Livre, para YouTube

As opiniões contidas nos artigos são de responsabilidade dos colaboradores
Ponto de Vista

Recent Posts

COTAÇÕES DO DIA

DÓLAR COMERCIAL: R$ 5,1190 DÓLAR TURISMO: R$ 5,3240 EURO: R$ 5,8330 LIBRA: R$ 6,8250 PESO…

19 horas ago

Prompt injection: entenda o ‘código secreto’ que professor usou para flagrar uso de IA em trabalho

Um professor universitário viralizou nas redes sociais ao contar que reprovou 32 de 35 alunos…

20 horas ago

Conselho autoriza pagamento de R$ 13 bilhões do lucro do FGTS a 138 milhões de trabalhadores

O Conselho Curador do FGTS autorizou o pagamento de R$ 13,04 bilhões relativos ao lucro do Fundo de Garantia…

20 horas ago

Açude rompe e destrói estrada e plantações no interior do RN

O açude Outeiro, um barragem particular na zona rural de Canguaretama, distante cerca de 75 km…

20 horas ago

Menina de 2 anos morre afogada após cair em balde no quintal de casa em Natal

Uma menina de dois anos morreu afogada na noite desta segunda-feira (27) após cair dentro…

20 horas ago

Adolescente suspeito de matar homem em hotel de João Pessoa já foi alvo de 17 boletins de ocorrência, diz polícia

O adolescente suspeito de matar Washington Rodrigo, de 33 anos, encontrado morto em um quarto de…

20 horas ago

This website uses cookies.