O Comando da Polícia Militar no Rio Grande do Norte informou que o vídeo que foi ligado à ação policial que deixou dois mortos no bairro de Mãe Luiza, em Natal, na última sexta-feira (18), vai passar por perícia do Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep).
No dia da ação, a PM informou que os dois homens eram suspeitos do crime de tráfico de drogas e morreram em um confronto. A família de um dos mortos, no entanto, contestou essa versão e alegou que ele já estava rendido e desarmado quando foi vítima dos disparos. Um protesto realizado no sábado no bairro cobrou uma investigação do caso.
Pela manhã, a PM informou, por nota, que afastou os seis policiais envolvidos na operação e instaurou um inquérito na corporação para apuração dos fatos – há um outro inquérito aberto, da investigação da Polícia Civil.
Os mortos na operação foram:
O vídeo em questão, que circulou nas redes sociais, mostrou um homem sentado na calçada, com as mãos levantadas. Em seguida, um policial apontou a arma contra ele. No vídeo, é possível ouvir um som semelhante ao de um tiro (veja mais acima).
“Como recebemos esse vídeo, o Instituto Técnico, que é o órgão especializado é que vai informar se esse vídeo é daquele momento, daquela situação, dessa ocorrência”, disse o comandante da PM no Rio Grande do Norte, Coronel Alarico Azevedo.
As armas utilizadas na operação também foram apreendidas pela polícia para a investigação.
“Toda essa parte será também desvendada, com as perícias realizadas pelo Instituto Técnico de Perícia (Itep), tanto no vídeo, quanto no armamento. Verificar qual foi e da onde surgiu o disparo, como foi a trajetória, se foi de perto, se foi de longe, se foi em um confronto distante. Então, essas informações são muito importantes e serão repassadas pelo Itep”, pontuou.
Não é possível identificar o policial envolvido na filmagem, segundo o comandante da PM, fato que também motivou o afastamento de todos os seis policiais que estavam envolvidos na operação, em duas viaturas.
“É um vídeo que tem uma parte que está numa sombra, no escuro e outra parte no claro. Existe uma uma imagem, como se fosse uma pessoa levantando os braços, sentada na parte escura, e o policial se afastando.Existe um vídeo que está sem som e outro vídeo com muito barulho”, disse o comandante da PM.
“O Itep vai, com os aparelhos, com os equipamentos necessários, retirar todo o ruído, deixar as informações, a perícia para verificar se houve disparo naquele momento…para verificar da onde partiu, se houve ou não houve naquele momento um disparo, se a possível morte daquele cidadão foi ali ou em outro local. E se aquele vídeo é daquele momento”, completou o comandante.
Um dos familiares de Adson Wyohanderson Rodrigues de Souza, de 18 anos, que concedeu entrevista com a condição de não ser identificado, relatou que o jovem estava na praia e voltava para casa no momento da ocorrência policial.
“Ele tinha avisado para a mãe dele que estava na praia e vinha subindo quando foi abordado por essa equipe do primeiro batalhão. Dizem que estavam numa operação. Logo em seguida, os populares lá relataram que ele já estava rendido, como tem a filmagem. Não encontraram nada com o garoto, não tem passagem pela polícia. Então, eu acho que o dever da polícia é servir e proteger, não pegar e matar”, afirmou o familiar.
“Tem um vídeo aí que foi claramente uma execução. Eu espero justiça. Isso vem acontecendo frequentemente dentro das comunidades”, afirmou o familiar.
Segundo a versão divulgada pela PM no dia da ação, houve um confronto quando policiais abordaram um grupo em uma escadaria do bairro.
A PM informou que dois suspeitos foram feridos e levados para o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel. Eles não resistiram aos ferimentos e morreram na unidade. Outros quatro suspeitos conseguiram fugir.
Ainda de acordo com a PM, com os suspeitos, os policiais apreenderam armas e munições, além de drogas, balanças e sacos plásticos que seriam usados para embalar os entorpecentes.
Segundo a PM, o local é um ponto conhecido de venda de drogas. A corporação informou que um dos mortos era foragido da Justiça e que costumava postar fotos em redes sociais segurando armas de fogo.
Segundo o comandante da PM, Coronel Alarico Azevedo, os policiais informaram que “foram recebidos a tiro”. “Atiraram contra a guarnição e houve o revide. Essas são as informações que eles passaram”, disse.
Fonte: G1RN
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