A Venezuela vive hoje mais um dia de muita tensão. Neste domingo, as urnas foram abertas para eleger os 545 membros da Assembleia Constituinte, convocada pelo presidente Nicolás Maduro. Ele foi o primeiro a votar, seguido pela primeira-dama, Cilia Flores, também candidata à Assembleia Constituinte. Entre os candidatos mais conhecidos, estão alguns fortes aliados do presidente, como o filho único do presidente, Nicolás Ernesto Maduro Guerra; a ex-chanceler Delcy Rodríguez; o vice-presidente do Partido Socialista Unido de Venezuela, Diosdado Cabello; e Adán Chávez, irmão de Hugo Chávez e ex-ministro, governador e embaixador do país em Cuba.O presidente venezuelano propôs a Constituinte como solução para a grave crise política do país, mas a oposição, que exige eleições gerais, considera a iniciativa uma fraude para tentar perpetuar o presidente no poder. Os opositores têm maioria no Parlamento.
O dia de votação está sendo marcado por grande tensão depois que a oposição, que não apresentou candidatos para a eleição e anunciou protestos em todo país. A Venezuela completou 100 dias de manifestações pela saída de Maduro. Em muitos deles, houve confrontos entre manifestantes e forças de segurança, que resultaram nas mortes de mais de 100 pessoas e na prisão de milhares. Nesta manhã, antes da abertura das urnas, deputados relataram a morte de três pessoas durante protestos contra a Constituinte. Ontem, o candidato para a Assembleia Constituinte José Félix Pineda Marcano, de 39 anos, foi morto a tiros ontem, dentro de sua casa. A oposição convocou seus simpatizantes a bloquear as ruas de cidades dos 23 estados da Venezuela. A maior concentração vai ocorrer na estrada Francisco Fajardo, principal via de Caracas.
Segundo o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), mais de 19,4 milhões de venezuelanos estão registrados e podem votar. O comparecimento às urnas não é obrigatório, e não há um número mínimo de votantes para validar o processo. Os 545 membros para a Assembleia Constituinte tomarão posse em 2 de agosto e terão um prazo indeterminado para redigir a nova Constituição do país. No entanto, o presidente não consultou o povo através de um referendo, como Hugo Chávez fez em 1999, quando convocou a Assembleia que redigiu a atual Constituição do país. Desde o anúncio de Maduro, a coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) intensificou os protestos no país e, em 16 de julho, realizou um plebiscito não oficial. Nele, mais de 98% votaram contra a decisão de Maduro. As pesquisas de opinião mostram que a Assembleia Constituinte é rejeitada por 72% dos venezuelanos e a gestão de Maduro tem 80% de rejeição.
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