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Vendas a prazo no Natal caem 1,46%, revela indicador do SPC

O comércio varejista registrou mais um Natal com queda no volume de vendas. De acordo com o indicador apurado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), as consultas para vendas a prazo registraram queda de 1,46% na semana que antecedeu o Natal, entre os dias 18 e 24 de dezembro. Trata-se do terceiro ano consecutivo em que as parcelas parceladas apresentam queda no período, mas em 2015 a contração havia sido a pior em cinco anos, de -15,84%; em 2014 de -0,7%.

“O resultado negativo já era aguardado pelos lojistas e reflete a tendência de desaquecimento das vendas no varejo observado ao longo de 2016, em virtude do cenário econômico desfavorável, com crédito mais caro, inflação elevada, aumento do desemprego e baixa confiança do consumidor para se endividar”, analisa o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro. “Ainda assim, vemos uma forte desaceleração na queda do volume de vendas, indicando que os piores momentos da crise ficaram para trás.”

As consultas para vendas a prazo no Natal repetiram o comportamento de baixa das demais datas comemorativas deste ano: a queda nas intenções de vendas parceladas também se repetiu no resultado do Dia das Mães (-16,40%), Dia dos Namorados (-15,23%), Dia dos Pais (-7,15%) e Dia das Crianças (-9,02%). O recuo no Natal foi o menor de todas as datas comemorativas.

Segundo o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, a queda no volume de vendas parceladas no comércio é consequência direta da crise econômica. “O comércio vendeu menos a prazo, mas não significa que o brasileiro deixou presentear. Os consumidores estão mais preocupados em não comprometer o próprio orçamento com compras parceladas, por isso optaram por presentes mais baratos e geralmente pagos à vista, as famosas ‘lembrancinhas’. Com o acesso ao crédito mais difícil, juros, inflação e desemprego elevados, o poder de compras do brasileiro ficou muito mais limitado para compras caras”, diz Pinheiro.

Na avaliação da economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, o movimento nas lojas nos últimos dias do ano e nas primeiras semanas de janeiro dependerá da criatividade dos lojistas e da atratividade das promoções. “A expectativa é de que as promoções reaqueçam o mercado até o final de janeiro. Com os tradicionais descontos, o comerciante tem a oportunidade de emplacar novas vendas para melhorar o fraco desempenho no Natal”, afirma Kawauti.

O Natal é considerado pelos lojistas a data comemorativa mais importante em faturamento e volume de vendas.
Ponto de Vista

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