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Vendas de maio sobem no RN, mas acendem sinal de alerta sobre retomada do comércio no estado, diz Fecomércio RN

Dados da Pesquisa Mensal do Comércio divulgados nesta quarta, 7, pelo IBGE, mostraram um crescimento de vendas no Rio Grande do Norte de 1,8% no Comércio Varejista Ampliado (que inclui Materiais de Construção e Automóveis) no mês de maio, em comparação com abril. O desempenho ficou abaixo da média nacional, que registrou crescimento de 3,8%, e deixou o RN na 6ª colocação no ranking dos nove estados nordestinos.

Para o presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, os números acendem um sinal de alerta. “O primeiro ponto é o fato de termos registrado um crescimento de apenas 1,8% sobre abril, mesmo considerando que temos em maio o Dia das Mães, uma das três datas mais fortes do ano para o comércio. Além disso, nossa posição quando comparamos com os demais estados da região demostra que precisamos de ações que incentivem, de fato, a aceleração do processo de retomada das atividades econômicas”, afirmou.

Na segmentação das vendas, os setores de vestuário e calçados e de lojas de departamentos, outros artigos de uso pessoal e doméstico foram os únicos com desempenho animador em maio, com respectivamente 16,8% e 6,7%.

Considerando o resultado acumulado do ano, o Rio Grande do Norte ocupa a última colocação no Nordeste, com um crescimento de 9,5%, também abaixo da média nacional (12,4%).

“Precisamos ficar atentos a estes indicadores. Quando verificamos o detalhamento do crescimento anual, percebemos que está sustentado nos segmentos de Materiais de Construção e Automóveis. Se formos considerar somente o Comércio Varejista (que exclui estes dois segmentos), a ampliação foi de apenas 4,5%, mesmo considerando a flexibilização dos horários de atendimento de grande parte do comércio”, explicou o presidente da Fecomércio.

Segundo ele, depois de 18 meses de Pandemia, a população sente os impactos da retração econômica. “Há uma alta nos preços em todo o mundo, na esteira da retomada do crescimento global. Além disso, o aumento dos preços das commodities vem influenciando diretamente no custo dos alimentos. Sabemos que, na hora do aperto financeiro, o consumo de bens e serviços fica em segundo plano”, finalizou.

Comércio Varejista Ampliado (jan-mai 2021)

Brasil: 12,4%

Ranking Nordeste

Pernambuco: 28,1%

Piauí: 27,4%

Maranhão: 21,1%

Ceará: 19,2%

Sergipe: 17,6%

Bahia: 15,5%

Alagoas: 13,4%

Paraíba: 12,7%

Rio Grande do Norte: 9,5%

Comércio Varejista Ampliado (maio 2021/abril 21)

Brasil: 26,2%

 Ranking Nordeste

Piauí: 62,4%

Ceará: 55,5%

Pernambuco: 53%

Bahia: 44%

Maranhão: 39,3%

Alagoas: 32%

Paraíba: 23,1%

Sergipe: 21,9%

Rio Grande do Norte: 20,01%

Fonte: IBGE 

Ponto de Vista

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