VARIG, VARIG, VARIG –
Basta entrar num avião de carreira da atualidade, para me bater uma saudosa lembrança da Varig. A Viação Aérea Rio-Grandense foi fundada, em 1922, por Otto Ernst Meyer, ex-piloto alemão aqui naturalizado. A pioneira empresa de aviação do país começou com um hidroavião em rota regional entre Porto Alegre e Rio Grande.
A Varig viveu o apogeu da aviação entre os anos 1950 e 1990, e credita parte dessa expansão à administração Rubem Berta, o primeiro funcionário contratado da empresa. A partir de 1996, a situação econômica do país em baixa e falhas na administração abalaram a empresa resultando numa moratória.
Quando começou a operar, para compensar a precariedade dos serviços nos aeroportos, a empresa apostou no alto nível de conforto das aeronaves e no excepcional serviço de bordo para todas as classes. Isso lhe rendeu o reconhecimento internacional ao ponto de ser comparada às melhores companhias aéreas do mundo.
Os passageiros da primeira classe se deleitavam com mimos do tipo perfume francês e creme para as mãos, além de bebidas importadas e caviar. As refeições eram servidas em louça de porcelana japonesa e talheres de prata. Para tamanho requinte era natural que os passageiros esbanjassem charme no vestir.
Na década de 1970, em viagem ao Rio de Janeiro, o acaso me colocou na primeira classe de voo internacional, numa conexão em Recife. Nunca esqueci o tratamento recebido, coroado com um jantar que humilharia qualquer cardápio dos hotéis de Natal, na época.
Isso mesmo. Entrada, prato principal, sobremesa e café. A qualidade eu não saberia afirmar pois não conhecia exemplos para comparações. Lembro de uma entrada com canapés e queijos importados, antecedendo o faisão – quanto atrevimento! Bebi champanhe e um tinto franceses, finalizando com o café e taças de licores variados.
A Varig foi patrocinadora da Seleção Brasileira de Futebol, durante muitos anos. Em 1980, em sua primeira visita ao Brasil, sob as asas da Varig o Papa João Paulo II percorreu o Brasil e nelas retornou para Roma.
Ao longo de sua existência a empresa operou 102 destinos – 32 nacionais e 70 internacionais -, sendo a única companhia aérea brasileira a voar para todos os continentes. Suas aeronaves eram as mais avançadas em tecnologia da época. Sendo uma “eterna pioneira” foi a primeira a enveredar na era dos jatos.
Através de propagandas bem elaboradas a empresa se fixou na lembrança do povo brasileiro. A Rosa dos Ventos estampada na cauda das aeronaves e a logomarca Varig na fuselagem, identificavam de imediato os aviões da companhia aérea.
Por último a inteligente vinheta reproduzida ano após ano na época do Natal, que ainda hoje incita o ouvinte a cantarolar seus versos marcantes:
Estrela brasileira no céu azul/Iluminando de Norte a Sul/Mensagem de amor e paz/Nasceu Jesus, chegou Natal/Papai Noel voando a jato pelo céu/Trazendo um Natal de felicidade/E um Ano Novo cheio de felicidade/Varig, Varig, Varig…
Sim, a Varig existiu e era brasileira!
José Narcelio Marques Sousa – Engenheiro civil
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